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	<title>João Calvino &#187; arte</title>
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		<title>Os dons naturais [ 2.2.13-14 ]</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 16:13:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[epistemologia]]></category>
		<category><![CDATA[homem]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/ScpzEN2VRCI/AAAAAAAAHMQ/zyKsa_48ZQA/s1600-h/10054956l.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/ScpzEN2VRCI/AAAAAAAAHMQ/zyKsa_48ZQA/s320/10054956l.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317188826338509858" border="0" /></a>Resta ainda alguma coisa boa no homem? Para Calvino, a resposta não é tão simples como alguns crêem. Isto é, apenas pela bondade de Deus resta-nos alguns poucos dons naturais. Embora o homem esteja totalmente corrompido, tanto na mente quanto na vontade, e tenha se tornado escravo do pecado, ainda assim ele se diferencia dos seres irracionais. Ou seja, sobra à humanidade algumas dádivas, mantidos graciosamente por Deus. Nesse sentido, resta algo de bom nos seres humanos.</p>
<p>O reformador divide as nossas capacidades em dois tipos: aquelas compreendem os dons terrenos e as que compreendem dons celestiais. Evidentemente, o segundo tipo está ausente no homem caído. Conclusão: o homem pode também ser considerado totalmente mal.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Chamo de &#8216;coisas terrenas&#8217; aquelas que não dizem respeito a Deus e seu reino, à verdadeira justiça, à bem-aventurança da vida futura; mas, ao contrário, têm significado e nexo em relação à presente vida, e de certo modo se mantêm dentro dos limites. &#8216;Coisas celestiais&#8217; chamo o puro conhecimento de Deus, o senso da verdadeira justiça e os mistérios do reino celeste. Na primeira classe estão a ciência política, a economia doméstica, todas as artes mecânicas e as disciplinas liberais; na segunda, o conhecimento de Deus e da divina vontade e a norma de plasmar a vida em conformidade com essa vontade.&#8221;</span> (2.2.13, p.41)</p>
<p>Assim, Calvino lista algumas das áreas em que esses dons de Deus ainda estão presentes. A primeira dessas é na organização da sociedade, nas leis feitas pelo homem, etc. Mesmo aqueles que quebram a ordem social seguem algum tipo de padrão e conformam-se a ele.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Daqui resulta que não se ache ninguém que não compreenda ser conveniente que todas e quaisquer comunidades humanas sejam reguladas por leis, e que não abarque na mente os princípios dessas leis&#8230; enquanto os homens disputam entre si a respeito de capítulos das leis, estão de acordo no que tange a certa noção básica da justiça&#8230; Não obstante, isto permanece: em todos é implantada uma certa semente da ordem política. E esta é ampla prova de que na direção desta vida homem nenhum é destituído da luz da razão.&#8221; </span>(2.2.13, p.41s)</p>
<p>A capacidade humana também se mostra superior à de todos os outros seres também nas artes, sejam manuais ou liberais. Ora, como o homem manteria essa habilidade se não fosse dado por Deus? Não que mereçamos tamanho poder de criação, mas aprouve ao Senhor nos deixar alguma chama de razão, que permitisse isso.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Mas, ainda que nem todos sejam aptos para aprender todas elas, todavia é marca bastante segura da energia comum o fato de que não se acha quase ninguém em quem não se evidencie proficiência em alguma arte. Nem se encontra à mão somente a energia e capacidade para aprender, mas também para inventar algo novo em cada arte, ou para aperfeiçoar e burilar o que hajas aprendido de outrem que veio antes de ti&#8230; Porque atinge indistintamente a piedosos e a ímpios, com razão se conta entre os dons naturais.&#8221; </span>(2.2.14, p.42s)</p>
<p>Portanto, devemos ser gratos a Deus por essa habilidades que ele nos entregou. Ainda que os injustos não glorifiquem ao Senhor por isto, que nós tenhamos os corações agradecidos diante das maravilhas que a humanidade promoveu e continuará promovendo.</p>
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		<title>Calvino e a arte [ 1.11.12 ]</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 02:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[institutas]]></category>
		<category><![CDATA[pecado]]></category>
		<category><![CDATA[romanismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das acusações  &#8211; inclusive feita pela conhecida líder evangélica citada no post anterior &#8211; contra os reformadores e protestantes em geral é que nós, com o apelo ao fim de ícones e ídolos,  desvalorizamos a arte. Essa acusação é baseada em falta de informação e de estudo, como veremos nessa seção das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SX_W41oSTzI/AAAAAAAAGWk/PlYXYacUPx0/s1600-h/juillet09.gif"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SX_W41oSTzI/AAAAAAAAGWk/PlYXYacUPx0/s320/juillet09.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296187958768062258" border="0" /></a>Uma das acusações  &#8211; inclusive feita pela conhecida líder evangélica citada no post anterior &#8211; contra os reformadores e protestantes em geral é que nós, com o apelo ao fim de ícones e ídolos,  desvalorizamos a arte. Essa acusação é baseada em falta de informação e de estudo, como veremos nessa seção das Institutas.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Nem me deixo tomar dessa superstição a tal ponto que afirme não dever-se admitir, em hipótese alguma, qualquer imagem. Mas, uma vez que a escultura e a pintura são dons de Deus, admito o uso puro e legítimo, tanto de um quanto da outra, para que não aconteça que essas coisas que o Senhor nos outorgou para sua glória e nosso bem não só sejam poluídas por ímpio abuso, mas ainda também se convertam à nossa ruína.&#8221; </span>(1.11.12, p.111)</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Resta, portanto, que se pinte e esculpa somente aquilo que está ao alcance dos olhos, de sorte que a majestade de Deus, que paira muito acima da percepção dos olhos, não se corrompa mediante representações descabidas e fantasiosas.&#8221;  </span>(1.11.12, p.112)</p>
<p>Portanto, o reformador francês considera essas duas formas de arte como dons de Deus a nós, e que têm como objetivos a glória do Senhor e o bem da humanidade. Calvino ainda esboça uma breve teoria da arte, separando as obras artísticas em dois grupos básicos, e explicando em que se aproveita delas.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Nesta classe de elementos que se podem representar pela arte estão, em parte, histórias e fatos acontecidos; em parte, imagens e formas corpóreas sem qualquer conotação de eventos consumados. Aqueles tem certa aplicação no ensino ou no conselho; estas, não vejo o que possam proporcionar, além de mero deleite.&#8221; </span>(idem)</p>
<p>Concluindo &#8211; os objetivos da arte, segundo Calvino, são glorificar a Deus e trazer o bem ao homem. A arte é um presente do Pai a nós, mas deve ser usada com cuidado. Ao produzir imagens da Deidade o homem está justamente descumprindo seu papel como artista &#8211; reduz o Criador a mero objeto e encaminha as pessoas ao erro. Ao criar ídolos, o homem diminui a si mesmo, a sua arte, sua religião, e o próprio Senhor.</p>
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