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	<title>João Calvino &#187; escolástica</title>
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		<title>Pecados veniais e mortais [ 2.8.58-59 ]</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 15:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Novamente, o mestre francês mira nas idéias inovadoras dos escolásticos. Dessa vez, Calvino critica a noção errônea entre pecados mortais e veniais. Entenda-se pecado venial como &#8220;um desejo pecaminoso sem assentimento deliberado, que viceja no coração não por tempo demorado&#8221; (Tomás de Aquino, citado em 2.8.58, p.159). Isto é, teríamos um tipo de mal que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SkmZyCTdRhI/AAAAAAAAH2Q/wlLGSqAwTNs/s1600-h/aquino.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 232px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SkmZyCTdRhI/AAAAAAAAH2Q/wlLGSqAwTNs/s320/aquino.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352978716997535250" border="0" /></a>Novamente, o mestre francês mira nas idéias inovadoras dos escolásticos. Dessa vez, Calvino critica a noção errônea entre pecados mortais e veniais. Entenda-se pecado venial como<span style="color: rgb(0, 51, 51);"> </span><span style="font-style: italic; color: rgb(0, 51, 51);">&#8220;um desejo pecaminoso sem assentimento deliberado, que viceja no coração não por tempo demorado&#8221;</span> (Tomás de Aquino, citado em 2.8.58, p.159). Isto é, teríamos um tipo de mal que não seria tão grave ofensa contra Deus quantos os pecados &#8220;comuns&#8221;. No entanto, o reformador explica que tanto esse desejo quanto a ação vêm do mesmo lugar.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Eu, porém, digo que certamente não se pode suscitar tal desejo, a não ser em virtude da falta dessas coisas que se requerem na lei&#8230; Donde provêm esses impulsos, ainda que lânguidos, senão porque há algo vazio na alma para dar acolhida a tentações desta natureza?&#8221;</span> (idem)</p>
<p>Quando Deus nos ordena que amemos com todo nosso ser, está claro que toda a alma deve estar voltada a ele, sem exceção para desejos malignos rápidos. Além disso, o décimo mandamento justamente nos proibe de ter pensamentos maus, significando que isto é algo tão pecaminoso quanto a própria ação consumada.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;O preceito é sobre amar a Deus de todo o coração, de toda a mente, de toda a alma. Portanto, a não ser que para o amor de Deus se voltem todos os poderes da alma, já é alienamento da obediência da lei, porquanto os inimigos que aí se insurgem contra seu reino, e lhe obstam os decretos, provam não estar bem firmado em nossa consciência o trono a Deus&#8230; Sobre a transgressão da lei sempre se descarrega a maldição de Deus. Portanto, não há por que eximamos da sentença de morte a qualquer cobiça, ainda as mais leves.&#8221;</span> (idem)</p>
<p>A idéia de pecados menos terríveis parece mais agradável por nos deixar a consciência mais tranquila. No entanto, não é isto que ensina a Palavra. Se Deus é aquele que ordena, como poderia um desacato a sua autoridade ser menos que mortal?</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Com efeito, deveriam considerar não só o que se ordena, mas também quem é que o ordena, visto que nela a mínima transgressão da lei que ele estabeleceu é ferida sua autoridade. Porventura lhes é de pouca importância que a majestade de Deus seja violada em qualquer coisa? Ademais, se na lei expôs Deus sua vontade, desagrada-lhe tudo quanto é contrário à lei.&#8221;</span><span style="color: rgb(102, 0, 0);"> </span>(2.8.59, p.180)</p>
<p>Por outro lado, felizmente, em relação aos que estão debaixo da graça de Cristo nenhum pecado mais é mortal. Fomos cobertos pelo sangue de Cristo, ele levou sobre si a morte que seria nossa. Que louvemos ao Senhor por tanto amor.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Quanto aos pecados que os santos e os fiéis cometem, saibam que são veniais, não por sua natureza, mas porque pela misericórdia de Deus são perdoados.&#8221;</span> (idem)</p>
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		<title>Contra os escolásticos [2.8.56-57 ]</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 03:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na época de Calvino, os teólogos escolásticos haviam transformado os mandamentos de amor ao próximo em meros conselhos, algo que nem toda igreja poderia suportar. O teólogo de Genebra faz menção direta a Tomás de Aquino, criticando a idéia tomista de que a ordem para amarmos nossos inimigos e não buscarmos vingança só se aplica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SkmSb7R6H0I/AAAAAAAAH2I/hk6_N8qLyL4/s1600-h/calvinoestava.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 142px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SkmSb7R6H0I/AAAAAAAAH2I/hk6_N8qLyL4/s200/calvinoestava.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352970640573472578" border="0" /></a>Na época de Calvino, os teólogos escolásticos haviam transformado os mandamentos de amor ao próximo em meros conselhos, algo que nem toda igreja poderia suportar. O teólogo de Genebra faz menção direta a Tomás de Aquino, criticando a idéia tomista de que a ordem para amarmos nossos inimigos e não buscarmos vingança só se aplica ao povo leigo.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;E assinalam a razão por que não os recebem como leis: parecem excessivamente pesados e severos, especialmente aos cristãos que estão debaixo da lei da graça. Ousam, desse modo, abolir a eterna lei de Deus quanto ao dever de se amar ao próximo? Aparece, porventura, tal distinção em alguma página da lei? E, por outro lado, porventura não ocorrem nela, a cada passo, mandamentos que mui rigidamente de nós exijem o amor para com os inimigos?&#8221; </span>(2.8.56, p.177)</p>
<p>A idéia dos escolásticos é a mesma que muito mestres apresentam hoje &#8211; por estarmos debaixo da graça, não precisamos andar a segunda milha. Não existe a possibilidade de claros mandamentos serem meros conselhos, e não parte da Lei de Deus. O desafio do teólogo de Genebra não deixa dúvidas:<span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);"> &#8220;ou invalidem da lei estas passagens, ou reconheçam que o Senhor foi um Legislador, e não inventem que ele foi apenas um Conselheiro.&#8221; </span>(idem)</p>
<p>Uma evidência de que o reformador está correto encontra-se na própria história da igreja. Calvino mostra que muitos pais entenderam palavras como Mateus 5.44,45 como mandamentos. Ele cita Crisóstomo, Agostinho e Gregório o Grande. Além disso, o próprio Cristo nos diz que aquele que não ama o inimigo é como gentio e publicano. Por acaso estaria Jesus chamando sua igreja nesses termos? Outro argumento: muito mais difícil que amar os inimigos é amar a Deus da maneira como nos é exigido.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;E quão disparatadamente argumentam! Seria, insistem eles, um fardo excessivamente pesado para os cristãos. Como se de fato se possa cogitar o que quer que seja mais pesado do que amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todas as forças! Diante desta lei, nada se deva ter como não fácil, seja amar o inimigo, seja alijar do coração todo desejo de vingança. Sem dúvida que à nossa insuficiência são árduas e difíceis todas as injunções, até mesmo a mais insignificante minúcia da lei.&#8221; </span>(2.8.57, p.178)</p>
<p>Dizer que estamos debaixo da graça e não da Lei é uma desculpa de quem não quer viver uma vida semelhante ao do nosso Senhor, o homem de dores. A graça nos capacita a andar segundo a expressão do caráter de Deus. E este caráter, antes impresso nas pedras do Sinai, agora é gravado em nosso ser.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Ser cristão debaixo da lei da graça não é vaguear desenfreadamente sem lei, mas estar enxertado em Cristo, por cuja graça está liberado da maldição da lei e por cujo Espírito tem a lei gravada no coração.&#8221;</span> (2.8.57, p.178)</p>
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