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	<title>João Calvino &#187; Escritura</title>
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		<title>Lei e Evangelho II [ 2.9.4-5 ]</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Jul 2009 19:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A dicotomia Lei e Evangelho continua sendo tratada por Calvino. Diferente de muitos grupos, o reformador não entende que haja uma distinção tão grande entre essas duas porções da Palavra. Ele reconhece que Paulo usa os termos de maneira contrária ás vezes, quando quer discutir a justiça quem da lei e a justiça que vem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/Slo8oTXGI-I/AAAAAAAAH6c/ZV3Buyu0EOQ/s1600-h/Calvin_large.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 271px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/Slo8oTXGI-I/AAAAAAAAH6c/ZV3Buyu0EOQ/s320/Calvin_large.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357661369800205282" border="0" /></a>A dicotomia Lei e Evangelho continua sendo tratada por Calvino. Diferente de muitos grupos, o reformador não entende que haja uma distinção tão grande entre essas duas porções da Palavra. Ele reconhece que Paulo usa os termos de maneira contrária ás vezes, quando quer discutir a justiça quem da lei e a justiça que vem da fé.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Certamente que não se deve rejeitar esta antítese, pois, com freqüência, Paulo entende sob o termo lei a norma do justo viver, pela qual Deus exige de nós o que é seu, nenhuma esperança de vida outorgando, se não lhe obedecemos integralmente, e por sua vez acrescenta maldição, se nos  desviamos mesmo que seja apenas um mínimo.&#8221;</span> (2.9.4, p.184)</p>
<p>Por outro lado, a Lei, como já dissemos várias vezes, é a própria expressão da vontade de Deus. Ela foi a revelação do Criador aos judeus e, como tal, não pode ser meramente descartada. Certamente existe um motivo para que nossos pais seja chamados heróis da fé &#8211; ainda que envoltos em sombra, eles creram na mensagem de graça que foi apresentada.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Paulo acrescenta, pouco depois, que ele tem o testemunho da parte da lei e dos profetas [Rm 3.21]. Aliás, no final desta mesma Epístola [Rm 16.25, 26], ainda que a ensinar que a pregação de Jesus Cristo é a revelação do mistério guardado em silêncio durante os tempos eternos, atenua esta postulação com uma explicação anexa, ensinando que esse mistério se manifestou por meio das Escrituras proféticas. Do que concluímos que onde se trata de toda a lei, dela difere o evangelho só no que respeita a uma clara manifestação.&#8221;</span> (2.9.4, p.184s)</p>
<p>No limite dessas duas dispensações há um personagem que se destaca &#8211; João Batista. Enquanto ele não tenha conhecido a glória da Aliança renovada por Cristo, este profeta a anunciou, reconhecendo que estava se iniciando uma diferente era.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Porque ainda não havia fulgido o pleno dia, foi ele chamado por Cristo uma lâmpada a arder e a luzir [Jo 5.35]. No entanto, tampouco isso impede que João Batista seja contado entre os pregoeiros do evangelho, posto que, além disso, ele fez uso do mesmo batismo que, mais tarde, foi outorgado aos apóstolos. Entretanto, o que ele começou, somente após Cristo ter sido recebido na glória celeste veio a completar-se, de maneira mais desenvolta, pela instrumentalidade dos apóstolos.&#8221; (</span>2.9.5, p.185)</p>
<p>Que tenhamos em nossos corações a convicção de que vivemos um momento glorioso na história da salvação, e que isso gere em nós um sentimento de cuidado pela mensagem que devemos anunciar.</p>
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		<title>Lei e Evangelho [ 2.9.1-3 ]</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 04:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritura]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de várias seções sobre a Lei, Calvino passa a analisar também a natureza do Evangelho, comparando essas duas porções da Escritura. Para o reformador, os judeus receberam certa revelação de Deus, porém algo não tão valioso quanto recebebemos &#8211; a saber, Cristo.
&#8220;Não que o ensino destes tenha sido inútil ao povo antigo ou que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SlbMb_pe7LI/AAAAAAAAH54/d_ML_9c4LJ8/s1600-h/Super_Mario_Bros_3-%5BConverted%5D.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 248px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SlbMb_pe7LI/AAAAAAAAH54/d_ML_9c4LJ8/s320/Super_Mario_Bros_3-%5BConverted%5D.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356693588117744818" border="0" /></a>Depois de várias seções sobre a Lei, Calvino passa a analisar também a natureza do Evangelho, comparando essas duas porções da Escritura. Para o reformador, os judeus receberam certa revelação de Deus, porém algo não tão valioso quanto recebebemos &#8211; a saber, Cristo.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Não que o ensino destes tenha sido inútil ao povo antigo ou que nada lhes foi também aproveitado, mas somente que não chegaram a possuir o tesouro que Deus nos transmitiu pela mão deles. Ora, hoje se nos põe diante dos olhos, de maneira familiar, a graça acerca da qual testificaram. E, enquanto a degustaram apenas superficialmente, ela nos é oferecida mais copiosamente em sua concretização.&#8221;</span> (2.9.1, p.181)</p>
<p>Isso significa que os israelitas receberam parte da mensagem sobre Cristo, mas fomos nós que obtivemos maior conhecimento do plano de redenção, antes envolto em sombras.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;&#8216;Portanto, com sua vinda, Cristo trouxe à luz, mediante o evangelho, a vida e a imortalidade&#8217; [2Tm 1.10]. Com estas palavras, não entende Paulo que os pais tenham sido submergidos nas trevas da morte até que o Filho de Deus se revestisse de carne; pelo contrário, vindicando ao evangelho esta prerrogativa de honra, ensina que ele foi uma nova e insólita modalidade de embaixada, pela qual Deus cumpriu o que havia prometido, de sorte que na pessoa do Filho se patenteasse a veracidade das promessas.&#8221;</span> (2.9.2, p.182s)</p>
<p>Calvino, no entanto, deixa um alerta. Não recebemos ainda todas as bênçãos prometidas em  Cristo pela Lei, uma heresia ensinada por Serveto. Em uma dura palavra contra este teólogo, o reformador mostra que ainda temos bênçãos a esperar. Nossa salvação está no futuro ainda.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Logo, ainda que no evangelho Cristo nos ofereça a atual plenitude de bênçãos espirituais, contudo a concretização jaz sempre sob a custódia da esperança, até que, despojados da carne corruptível, sejamos transfigurados na glória daquele que vai a nossa frente.&#8221; </span>(2.9.3, p.183)</p>
<p>Vemos, portanto, o reformador defendendo a idéia tão popular atual do &#8220;já&#8221; mas &#8220;ainda não&#8221;. Isto é, já desfrutamos de todas as bênçãos, algumas agora, enquanto outras nos vêm apenas pela fé. Tanto o Evangelho quanto a Lei contêm essas promessas, ainda que se mostrem de forma diferente.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Nem se ajustam mal entre si estas duas coisas: possuirmos nós em Cristo tudo quanto contempla à perfeição da vida celeste e, no entanto, ser a fé a visão de bens que ainda não se vêem” [Hb. 11.1]. Que se note apenas uma diferença na natureza ou qualidade das promessas: que o evangelho mostra com o dedo o que a lei vislumbrou sob a forma de tipos.&#8221; </span>(2.9.3, p.184)</p>
<p>Que Deus nos dê essa consciência.<br /><span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;">E, só pra constar: Boa comemoração de 500 anos a todos! =)</span></p>
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		<title>Interpretando a Lei [ 2.8.8-10 ]</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 03:22:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritura]]></category>
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		<category><![CDATA[hermenêutica]]></category>
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		<description><![CDATA[Nas próximas seções, Calvino explica sua interpretação dos mandamentos. Primeiramente, ele alerta para não irmos além do que os mandamentos dizem. Isso não significa, entretando, que cada mandamento não tenha seus desdobramentos (acabamos de ver isso com Jesus explicando o significado da Lei). Seu princípio é bastante simples.
&#8220;Deve-se examinar em cada mandamento de que assunto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SjCL7_L4tNI/AAAAAAAAHuk/UtgmR9vEcZw/s1600-h/calvino3.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 198px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SjCL7_L4tNI/AAAAAAAAHuk/UtgmR9vEcZw/s200/calvino3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345926620378608850" border="0" /></a>Nas próximas seções, Calvino explica sua interpretação dos mandamentos. Primeiramente, ele alerta para não irmos além do que os mandamentos dizem. Isso não significa, entretando, que cada mandamento não tenha seus desdobramentos (acabamos de ver isso com Jesus explicando o significado da Lei). Seu princípio é bastante simples.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Deve-se examinar em cada mandamento de que assunto se trata; em seguida, deve buscar-se seu propósito, até que descubramos o que propriamente o Legislador certifique aí agradar-lhe ou desagradar-lhe. Por fim, disto mesmo se deve extrair um arrazoado em contrário, deste modo: se isto agrada a Deus, o contrário lhe desagrada; se isto lhe desagrada, o contrário lhe agrada; se ele ordena isto, então proíbe o contrário; se proíbe isto, então ordena o contrário.&#8221;</span> (2.8.8, p.136)</p>
<p>O reformador entende que podemos ir um pouco além das meras palavras, analisando ações que não estão explícitas em certas ordens, mas que podem ser negadas ou aceitas, baseando-se em um único mandamento. Ele exemplifica esse entendimento com alguns dos preceitos das tábuas da Lei. Destacamos aqui sua interpretação do sexto mandamento.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Neste mandamento, &#8216;Não matarás&#8217; [Ex 20.13; Dt 5.17], o senso comum dos homens nada mais vislumbrará que se deve abster de todo malefício e do desejo de fazer o mal. Eu afirmo que, além disso, nele se contém que conservemos a vida do próximo com os recursos com que pudermos. E para que não fale sem razão, assim o confirmo: Deus proíbe que se fira ou se faça violência a um irmão injustamente, porque ele quer que sua vida nos seja cara e preciosa. Portanto, requer, ao mesmo tempo, aquelas efusões de amor que podem ser conferidas à sua preservação.&#8221;</span> (2.8.9, p.136)</p>
<p>O reformador entende que cada mandamento tem seu propósito. Com base nesse propósito (que se preserve a vida humana, por exemplo), poderemos entender o que é ordenado e o que é proibido. Além disso, ele argumenta, as ordens apresentadas indicam qual a violação mais grave, a fim de que entendamos que os erros correlatos estão no mesmo gênero do preceito maior.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Visto que a carne sempre diligencia por diluir e revestir de ilusórios pretextos a fealdade do pecado, salvo onde ela é palpável, Deus propôs à guisa de exemplo o que era mais abominável e mais execrando em cada gênero de transgressão, ao ouvirmos o que também enchesse de temor nossa sensibilidade, a fim de que à alma nos imprimisse maior repulsa de todo e qualquer pecado.&#8221;</span> (2.8.10, p.137)</p>
<p>Novamente, o exemplo do sexto mandamento nos será útil para entendermos esse princípio de interpretação.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Por exemplo, quando são referidos por seus meros designativos, a ira e o ódio não são julgados males especialmente execrandos. Quando, porém, se nos proíbem sob o nome de homicídio, entendemos melhor em quão grande abominação incorrem diante de Deus, de cuja palavra são relegados à categoria de tão horrenda ignomínia. E nós próprios, movidos por seu juízo, costumamos pesar melhor a gravidade dos delitos que antes nos pareciam leves.&#8221; </span>(idem)</p>
<p>Que levemos em consideração essas verdades. Não podemos nos esconder detrás de delitos que parecem menores aos nossos olhos. Embora exista diferença na gravidade de cada erro, ainda assim todo pecado é uma grave ofensa contra o Criador. Que esses alertas nos ajudem a crescer cada dia mais em piedade.</p>
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		<title>Quarta objeção pelagiana [ 2.5.4-5 ]</title>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2009 04:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritura]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma das objeções mais comuns à doutrina calvinista é essa: se não temos a capacidade de cumprir o que Deus deseja, por que ele nos ordena? Para responder isso, Calvino nos lembra que essa é uma idéia comum na Bíblia, entre Cristo e os apóstolos.
&#8220;Cristo, que declara que sem ele nada podemos fazer [Jo 15.5], [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SgewPe4g-qI/AAAAAAAAHf0/FTln6rp-cCc/s1600-h/calvinobass.jpg"><img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 279px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SgewPe4g-qI/AAAAAAAAHf0/FTln6rp-cCc/s400/calvinobass.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334426063678274210" /></a><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);"></span>Uma das objeções mais comuns à doutrina calvinista é essa: se não temos a capacidade de cumprir o que Deus deseja, por que ele nos ordena? Para responder isso, Calvino nos lembra que essa é uma idéia comum na Bíblia, entre Cristo e os apóstolos.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Cristo, que declara que sem ele nada podemos fazer [Jo 15.5], porventura com isso reprova e pune menos os que, à parte dele próprio, faziam o mal? Porventura com isso exorta menos a que cada um se devote às boas obras? Quão severamente Paulo investe contra os coríntios [1Co 3.3] em razão de sua negligência do amor fraternal! [1Co 16.14]. Contudo, por fim suplica que esse amor seja, pelo Senhor, dado aos mesmos coríntios.&#8221; </span>(idem)</p>
<p>Calvino ainda cita os mais variados textos para mostrar que uma ordem sempre é dada com a advertência de que a capacidade de cumprí-la vem do Senhor. Mas, se as coisas funcionam dessa forma, para que serve exortar as pessoas? Existem duas respostas &#8211; para ímpios e justos. Sobre os primeiros, o reformador nos diz:</p>
<p><span style="font-style: italic;"><span style="color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;É certo que, se pelos ímpios são desdenhadas, movidos por coração obstinado, se lhes tornarão em testemunho quando acontecer de virem diante do tribunal do Senhor; além de quê, já agora mesmo lhes fustigam e ferem a consciência, porquanto, por mais que as escarneça o mais insolente de todos, não obstante não as pode condenar.&#8221;</span> </span>(2.5.5, p.87)</p>
<p>Para os justos, as exortações ganham importância maior, por serem feramentas de Deus para alcançar seus propósitos redentivos.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Ora, operando o Espírito interiormente, elas valem muitíssimo para inflamar o desejo do bem, para sacudir a indiferença, para alijar a volúpia da iniqüidade e seu envenenado dulçor; até mesmo em contrário, para gerar-lhes ódio e tédio, quem ousa acusá-las de supérfluas?&#8221;</span> (2.5.5, p.88)</p>
<p>Os protagonistas dessa transformação causada pelas exortações são a Palavra e o Espírito, algo que Calvino deu grande atenção no Livro 1, e que agora voltam a aparecer, novamente trabalhando &#8220;em dupla&#8221;.</p>
<div><span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"><span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Deus opera em seus eleitos de duas maneiras: interiormente, através do Espírito; exteriormente, mediante a Palavra. Pelo Espírito, iluminando-lhes a mente e plasmando o coração ao amor e ao cultivo da retidão, os faz novas criaturas. Pela Palavra, despertando-os para que desejem, busquem, alcancem essa mesma renovação. Em ambos – o Espírito e a Palavra – ele evidencia a operação de sua mão, segundo a maneira de sua dispensação.&#8221; </span></span>(idem)</div>
<div></div>
<div>Portanto, é nosso papel como cristãos exortar e aconselhar que as pessoas abandonem o pecado. Não cabe a nós questionar se isso funcionará ou não. É Deus aquele que dá nova vida a um coração morto. Devemos confiar no poder de sua Palavra, aquela que não volta vazia &#8211; seja para salvação, seja para juízo.</div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Um novo alerta [ 1.14.1-2 ]</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 01:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Escritura]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
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		<description><![CDATA[Terminado o longo tratado a respeito do verdadeiro Deus e do puro conhecimento do Criador, João Calvino agora dedica-se à própria Criação. Antes, porém ele resolve novamente voltar-se contra todos aqueles que desviam-se do testemunho simples da Escritura, perguntando questões inúteis sobre Deus. Ele cita, por exemplo, aqueles quer perguntam o motivo de Deus ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SZeMf6uGnkI/AAAAAAAAGoc/Z1TAvHoV1J0/s1600-h/calvin04.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 220px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SZeMf6uGnkI/AAAAAAAAGoc/Z1TAvHoV1J0/s320/calvin04.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302861566218509890" border="0" /></a>Terminado o longo tratado a respeito do verdadeiro Deus e do puro conhecimento do Criador, João Calvino agora dedica-se à própria Criação. Antes, porém ele resolve novamente voltar-se contra todos aqueles que desviam-se do testemunho simples da Escritura, perguntando questões inúteis sobre Deus. Ele cita, por exemplo, aqueles quer perguntam o motivo de Deus ter &#8220;demorado tanto&#8221; para criar o universo, e outros que questionam o que Deus fazia antes de criar. A resposta clássica de Agostinho é citada.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;E, judiciosamente, como em galhofa lhe perguntasse certo individuo abelhudo o que Deus estivera</span> <span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">fazendo antes de o mundo ser criado, respondeu aquele piedoso ancião: a construir o inferno para os curiosos.&#8221;</span> (1.14.1, p.158)</p>
<p>Ao invés de gastarmos tempo com especulações frívolas, o Senhor nos convida a conhecer mais a respeito dele, e de nós mesmos, através das lentes que ele mesmo preparou.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Pois, assim como os olhos, ou toldados pela decrepitude da velhice, ou entorpecidos de outro defeito qualquer, nada percebem distintamente, a menos que sejam ajudados por óculos, de igual modo nossa insuficiência é tal que, a não ser que a Escritura nos dirija na busca de Deus, de pronto nos extraviamos totalmente.&#8221;</span> (idem)</p>
<p>Calvino nos lembra que aquilo que Deus nos deu, sua Criação, já nos tomará muito de nossa atenção, o que significa que não há necessidade de nos determos naquilo que não nos foi revelado. Assim como há um dia de descanso, a mente deve descansar sobre certos assuntos, e ocupar-se somente com aquilo que é importante.<br /><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Aqui também, até que, sujeita à obediência da fé, aprende a cultivar esse repouso a que nos convida a santificação do sétimo dia, vocifera a razão humana, como se tais passos na obra da criação fossem inconsistentes com o poder de Deus.&#8221;</span> (1.14.2, p.159)</p>
<p>Por fim, o reformador inicia o processo de analisar a Criação, focando mais uma vez informações que nos ajude a reconhecer o Deus verdadeiro como um Pai bondoso. Enfim, o teólogo de Genebra quer nos levar à adoração. Que sigamos seu exemplo no estudo da Palavra.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Mas é preciso considerar diligentemente na própria ordem das coisas criadas o amor paternal de Deus para com o gênero humano, visto que não criou Adão antes que enchesse o mundo de toda abundância de coisas boas&#8230; assumindo o cuidado de um chefe de família provido e zeloso, mostrou Deus sua mirífica bondade para conosco.&#8221; </span>(idem)</p>
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		<title>Espírito x Escritura &#8211; parte 3 [ 1.9.3 ]</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jan 2009 02:44:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritura]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito]]></category>
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		<description><![CDATA[Existe uma acusação comum contra aqueles que tentam manter-se fiéis à Palavra, e desejam que somente as Escrituras falem no púlpito, através de uma boa interpretação &#8211; eles seguem a letra morta, não o Espírito que vivifica (uma distorção de 2Co 3.6). Calvino começa essa seção rebatendo essa falsa crítica.
&#8220;Portanto, morta é a letra, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SXvgB8GufKI/AAAAAAAAGSs/XRNG_r8dvyo/s1600-h/calvino.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 282px; height: 292px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SXvgB8GufKI/AAAAAAAAGSs/XRNG_r8dvyo/s320/calvino.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295072110822980770" border="0" /></a>Existe uma acusação comum contra aqueles que tentam manter-se fiéis à Palavra, e desejam que somente as Escrituras falem no púlpito, através de uma boa interpretação &#8211; eles seguem a letra morta, não o Espírito que vivifica (uma distorção de 2Co 3.6). Calvino começa essa seção rebatendo essa falsa crítica.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Portanto, morta é a letra, e a lei do Senhor mata a seus leitores, quando não só se divorcia da graça de Cristo, mas ainda, não tangindo o coração, apenas soa aos ouvidos. Se ela, porém, mediante o Espírito, é eficazmente impressa nos corações, se a Cristo manifesta, ela é a palavra da vida, a converter almas, a dar sabedoria aos símplices.&#8221; </span>(1.9.3, p.95)</p>
<p>Há uma relação orgânica e viva entre Escritura e Espírito, de maneira que só conhece corretamente a Escritura aquele que está no Espírito. Ao mesmo tempo, somente pela Escritura podemos ter plena certeza das ações do Espírito e identificar falsas manifestações.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Pois o Senhor ligou entre si, como que por mútuo nexo, a certeza de sua Palavra e a certeza de seu Espírito, de sorte que a sólida religião da Palavra se implante em nossa alma quando brilha o Espírito, que nos faz aí contemplar a face de Deus assim como, reciprocamente, abraçamos ao Espírito, sem nenhum temor de engano, quando o reconhecemos em sua imagem, isto é, a Palavra.&#8221; </span>(idem)</p>
<p>Para Calvino, é ministério de Deus, em especial do Espírito, cuidar para que a mensagem da Escritura permaneça na mente dos cristãos. É comum ver igrejas que não seguem princípios bíblicos em seus cultos, apresentando a desculpa de que foram movidas pelo Senhor a isso. Devemos tomar cuidado com tais congregações.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;[Deus] enviou o mesmo Espírito, pelo poder de quem havia ministrado a Palavra, para que realizasse sua obra mediante a confirmação eficaz dessa mesma Palavra&#8230; Cristo abriu o entendimento aos dois discípulos de Emaús não para que, postas de parte as Escrituras, se fizessem sábios por si mesmos, mas para que entendessem essas Escrituras.&#8221;</span> (idem)</p>
<p>Nossa oração é que o Espírito fale sempre, por meio do que Ele mesmo designou.</p>
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