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	<title>João Calvino &#187; Espírito</title>
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		<title>Quarta objeção pelagiana [ 2.5.4-5 ]</title>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2009 04:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritura]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma das objeções mais comuns à doutrina calvinista é essa: se não temos a capacidade de cumprir o que Deus deseja, por que ele nos ordena? Para responder isso, Calvino nos lembra que essa é uma idéia comum na Bíblia, entre Cristo e os apóstolos.
&#8220;Cristo, que declara que sem ele nada podemos fazer [Jo 15.5], [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SgewPe4g-qI/AAAAAAAAHf0/FTln6rp-cCc/s1600-h/calvinobass.jpg"><img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 279px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SgewPe4g-qI/AAAAAAAAHf0/FTln6rp-cCc/s400/calvinobass.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334426063678274210" /></a><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);"></span>Uma das objeções mais comuns à doutrina calvinista é essa: se não temos a capacidade de cumprir o que Deus deseja, por que ele nos ordena? Para responder isso, Calvino nos lembra que essa é uma idéia comum na Bíblia, entre Cristo e os apóstolos.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Cristo, que declara que sem ele nada podemos fazer [Jo 15.5], porventura com isso reprova e pune menos os que, à parte dele próprio, faziam o mal? Porventura com isso exorta menos a que cada um se devote às boas obras? Quão severamente Paulo investe contra os coríntios [1Co 3.3] em razão de sua negligência do amor fraternal! [1Co 16.14]. Contudo, por fim suplica que esse amor seja, pelo Senhor, dado aos mesmos coríntios.&#8221; </span>(idem)</p>
<p>Calvino ainda cita os mais variados textos para mostrar que uma ordem sempre é dada com a advertência de que a capacidade de cumprí-la vem do Senhor. Mas, se as coisas funcionam dessa forma, para que serve exortar as pessoas? Existem duas respostas &#8211; para ímpios e justos. Sobre os primeiros, o reformador nos diz:</p>
<p><span style="font-style: italic;"><span style="color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;É certo que, se pelos ímpios são desdenhadas, movidos por coração obstinado, se lhes tornarão em testemunho quando acontecer de virem diante do tribunal do Senhor; além de quê, já agora mesmo lhes fustigam e ferem a consciência, porquanto, por mais que as escarneça o mais insolente de todos, não obstante não as pode condenar.&#8221;</span> </span>(2.5.5, p.87)</p>
<p>Para os justos, as exortações ganham importância maior, por serem feramentas de Deus para alcançar seus propósitos redentivos.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Ora, operando o Espírito interiormente, elas valem muitíssimo para inflamar o desejo do bem, para sacudir a indiferença, para alijar a volúpia da iniqüidade e seu envenenado dulçor; até mesmo em contrário, para gerar-lhes ódio e tédio, quem ousa acusá-las de supérfluas?&#8221;</span> (2.5.5, p.88)</p>
<p>Os protagonistas dessa transformação causada pelas exortações são a Palavra e o Espírito, algo que Calvino deu grande atenção no Livro 1, e que agora voltam a aparecer, novamente trabalhando &#8220;em dupla&#8221;.</p>
<div><span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"><span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Deus opera em seus eleitos de duas maneiras: interiormente, através do Espírito; exteriormente, mediante a Palavra. Pelo Espírito, iluminando-lhes a mente e plasmando o coração ao amor e ao cultivo da retidão, os faz novas criaturas. Pela Palavra, despertando-os para que desejem, busquem, alcancem essa mesma renovação. Em ambos – o Espírito e a Palavra – ele evidencia a operação de sua mão, segundo a maneira de sua dispensação.&#8221; </span></span>(idem)</div>
<div></div>
<div>Portanto, é nosso papel como cristãos exortar e aconselhar que as pessoas abandonem o pecado. Não cabe a nós questionar se isso funcionará ou não. É Deus aquele que dá nova vida a um coração morto. Devemos confiar no poder de sua Palavra, aquela que não volta vazia &#8211; seja para salvação, seja para juízo.</div>
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		<title>Três Pessoas, Um Deus [ 1.13.16-17 ]</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 11:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristo]]></category>
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		<description><![CDATA[Pai, Filho e Espírito são Pessoas que subsistem como Um Deus. Essa é a doutrina que Calvino volta a explicar, algo de importância ímpar para quem deseja a verdadeira piedade. Essas Pessoas são distintas entre si, mas ao mesmo tempo são um. Para o verdadeiro cristão, é recomendável pensar sempre nos termos propostos com Gregório [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SYw7TiPSJzI/AAAAAAAAGb8/bw5OZxom0ms/s1600-h/10054956l.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SYw7TiPSJzI/AAAAAAAAGb8/bw5OZxom0ms/s320/10054956l.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299676068302694194" border="0" /></a>Pai, Filho e Espírito são Pessoas que subsistem como Um Deus. Essa é a doutrina que Calvino volta a explicar, algo de importância ímpar para quem deseja a verdadeira piedade. Essas Pessoas são distintas entre si, mas ao mesmo tempo são um. Para o verdadeiro cristão, é recomendável pensar sempre nos termos propostos com Gregório Nazianzeno:</p>
<p><span style="color: rgb(0, 51, 51); font-style: italic;">“Não posso pensar em um e único, sem que me veja imediatamente envolvido pelo fulgor dos três; nem posso distinguir os três, sem que me veja imediatamente voltado para um e único.” </span>(<span style="font-style: italic;">Sermão sobre o Santo Bastismo</span>, citado em 1.13.17, p.140)</p>
<p>De fato, a fórmula do batismo comprova isso. Visto que há apenas um só batismo, uma só fé e um só Deus (Ef 4.5), não devemos nunca pensar em algo além do Deus único, pois <span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;caso haja variados gêneros de fé, necessário se faz que também haja muitos deuses&#8221;</span> (1.13.16, p.139). E, uma vez que esse único batismo é feito em nome do único Deus, faz sentido que a ordem de Jesus inclua o nome das 3 Pessoas.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Aliás, não resta dúvida que, ao dizer: &#8216;Batizai-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo&#8217; [Mt 28.19], Cristo, mediante esta solene injunção, desejava testificar que a perfeita luz da fé já então se manifestara, visto que, na realidade, isto equivale exatamente a serem eles batizados no nome de um só e único Deus, o qual, em plena evidência, se mostrou no Pai, no Filho e no Espírito. Do quê se faz meridianamente claro que na essência de Deus residem três pessoas, nas quais, todavia, se conhece um só e único Deus.&#8221;</span> (idem)</p>
<p>É importante combatermos também a heresia conhecida como sabelianismo ou modalismo, que afirma serem Pai, Filho e Espírito Santo apenas modos como Deus se apresenta ou age, ou apenas designativos entre muitos que a Deidade tem. Calvino rejeita esse falso ensino, enfatizando novamente a subsistência de três pessoas distintas em Deus.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Que o Filho tem sua propriedade distinta do Pai no-lo mostram as referências que já citamos, pois a Palavra não haveria estado com o Pai se não fosse outra distinta do Pai; nem haveria tido sua glória junto ao Pai, a não ser que dele se distinguisse&#8230; Além disso, o Pai não desceu à terra, contudo desceu aquele que procedeu do Pai; o Pai não morreu, nem ressuscitou, e, sim, aquele que fora por ele enviado&#8221; </span>(1.13.17, p.140)</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Cristo assinala a distinção do Espírito Santo em relação ao Pai quando diz que ele, o Espírito, procede do Pai; além disso, a distinção do Espírito em relação a si mesmo a evidencia sempre que o chama outro, como quando anuncia que outro Consolador haveria de ser por ele enviado.&#8221; </span>(idem)</p>
<p>Calvino é necessário ainda hoje, pois nos leva a entender melhor o Senhor e a combater os falsos ensinamentos. A doutrina da Trindade, tão desprezada e desconhecida em nossas igrejas, é uma das mais difíceis de ser compreendida. Porém, como veremos, é aquela que traz maiores recompensas, pois fala da natureza do próprio Deus. Ainda que possamos entender pouco sobre ela, esse pouco nos ensina mais sobre o amor de Deus, a comunhão entre os santos e a glória do Criador.</p>
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		<title>A divindade do Espírito [ 1.13.14-15 ]</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Feb 2009 16:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deus]]></category>
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		<description><![CDATA[Seguindo sua argumentação sobre as pessoas da Trindade, o reformador agora volta-se para o Espírito Santo. Calvino não tem dúvidas quanto a essa questão &#8211; o Espírito Santo é Deus, e uma Pessoa distinta do Pai e do Filho. Para isso, o texto de Gênesis 1.2, que diz que o Espírito pairava sobre as águas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SYs8QJ8ljtI/AAAAAAAAGas/eRxDnBmgyM0/s1600-h/caalv.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: left; cursor: pointer; width: 238px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SYs8QJ8ljtI/AAAAAAAAGas/eRxDnBmgyM0/s320/caalv.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299395634777132754" border="0" /></a>Seguindo sua argumentação sobre as pessoas da Trindade, o reformador agora volta-se para o Espírito Santo. Calvino não tem dúvidas quanto a essa questão &#8211; o Espírito Santo é Deus, e uma Pessoa distinta do Pai e do Filho. Para isso, o texto de Gênesis 1.2, que diz que o Espírito pairava sobre as águas, nos é útil, pois demonstra a presença do Consolador na Criação.</p>
<p>Calvino vai ainda além e novamente lembra que a experiência do cristão é fundamental para crermos na divindade do Espírito Santo. Vemos outra vez o reformador enfatizando um relacionamento vivo com Deus, ao mesmo tempo em que é fortemente ancorado nas Escrituras.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;A melhor comprovação, porém, como o disse, nos será da experiência comum. Pois mui distanciado está das criaturas o que as Escrituras lhe atribuem e nós mesmos aprendemos da segura experiência da piedade. Ora, ele é aquele que, difuso por toda parte, a tudo sustém, alenta e vivifica, no céu e na terra. Já do número de criaturas se exclui por isto mesmo, a saber, que ele não é circunscrito por quaisquer limites. Ao contrário, isto é mui evidentemente divino: ao transmitir-lhes sua energia, infunde essência, vida e movimento a todas as coisas.&#8221; </span>(1.13.14, p.137)</p>
<p>Como veremos em outra seção, essa experiência com Deus só é possível pelo novo nascimento, ou regeneração, que é operado no ser humano pelo próprio Espírito Santo. Calvino chama atenção para o fato de o Espírito ser o causador e sustentador desse nascimento, além de ser a fonte de vida eterna também, algo só possível a Deus.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Ora, a Escritura ensina em muitos lugares que, não por energia tomada de empréstimo, ao contrário, por energia própria, é ele o autor dessa regeneração, e não só dela, mas também da imortalidade futura.&#8221;</span> (idem)</p>
<p>Não apenas Deus Espírito é responsável pela nossa nova vida em Cristo, como também ele habita em nós, e somos chamados de templo por isso. Citando um argumento genial de Agostinho, Calvino nos lembra que templos são lugares onde deuses (nesse caso Deus) habitam.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(0, 51, 51);">&#8220;Se nos fosse ordenado edificar ao Espírito um templo de madeira e pedra, uma vez que esta honra só se deve a Deus, seria cristalino argumento em prol de sua divindade. Ora, pois, temos aqui um argumento muito mais luminoso: que não devemos fazer-lhe um templo, ao contrário, nós mesmos somos seu templo!&#8221;</span><span style="color: rgb(51, 102, 102);"> </span>(Agostinho, A Máximo, ep. 66., citado em 1.13.15, p.138)</p>
<p>Calvino cita ainda outros textos relevantes à matéria, como Atos 5.3s, 6.9 e 28.25; Is 63.10 e Mt 12.31 (cf. Mc 3.29; Lc 12.10). É importante notarmos nessa seção a sobriedade e cuidado do reformador em não ir além do que a Escritura diz. Ainda que convicto a respeito da divindade do Espírito, Calvino prefere não forçar os textos a dizerem o que ele quer, e afirma:</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Deixo, cônscia e deliberadamente, de considerar muitos testemunhos de que os antigos fizeram uso&#8230; Por isso preferi abordar, um tanto seletivamente, apenas elementos em que as mentes piedosas pudessem solidamente arrimar-se.&#8221; </span>(1.13.15, p.138)</p>
<p>Que o próprio Deus Espírito nos oriente a isso &#8211; respeito pela Escritura e desejo por um relacionamento vivo com o Criador.</p>
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		<item>
		<title>Espírito x Escritura &#8211; parte 3 [ 1.9.3 ]</title>
		<link>http://joaocalvino.net/2009/01/espirito-x-escritura-parte-3-1-9-3/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Jan 2009 02:44:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritura]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito]]></category>
		<category><![CDATA[institutas]]></category>

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		<description><![CDATA[Existe uma acusação comum contra aqueles que tentam manter-se fiéis à Palavra, e desejam que somente as Escrituras falem no púlpito, através de uma boa interpretação &#8211; eles seguem a letra morta, não o Espírito que vivifica (uma distorção de 2Co 3.6). Calvino começa essa seção rebatendo essa falsa crítica.
&#8220;Portanto, morta é a letra, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SXvgB8GufKI/AAAAAAAAGSs/XRNG_r8dvyo/s1600-h/calvino.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 282px; height: 292px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SXvgB8GufKI/AAAAAAAAGSs/XRNG_r8dvyo/s320/calvino.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295072110822980770" border="0" /></a>Existe uma acusação comum contra aqueles que tentam manter-se fiéis à Palavra, e desejam que somente as Escrituras falem no púlpito, através de uma boa interpretação &#8211; eles seguem a letra morta, não o Espírito que vivifica (uma distorção de 2Co 3.6). Calvino começa essa seção rebatendo essa falsa crítica.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Portanto, morta é a letra, e a lei do Senhor mata a seus leitores, quando não só se divorcia da graça de Cristo, mas ainda, não tangindo o coração, apenas soa aos ouvidos. Se ela, porém, mediante o Espírito, é eficazmente impressa nos corações, se a Cristo manifesta, ela é a palavra da vida, a converter almas, a dar sabedoria aos símplices.&#8221; </span>(1.9.3, p.95)</p>
<p>Há uma relação orgânica e viva entre Escritura e Espírito, de maneira que só conhece corretamente a Escritura aquele que está no Espírito. Ao mesmo tempo, somente pela Escritura podemos ter plena certeza das ações do Espírito e identificar falsas manifestações.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Pois o Senhor ligou entre si, como que por mútuo nexo, a certeza de sua Palavra e a certeza de seu Espírito, de sorte que a sólida religião da Palavra se implante em nossa alma quando brilha o Espírito, que nos faz aí contemplar a face de Deus assim como, reciprocamente, abraçamos ao Espírito, sem nenhum temor de engano, quando o reconhecemos em sua imagem, isto é, a Palavra.&#8221; </span>(idem)</p>
<p>Para Calvino, é ministério de Deus, em especial do Espírito, cuidar para que a mensagem da Escritura permaneça na mente dos cristãos. É comum ver igrejas que não seguem princípios bíblicos em seus cultos, apresentando a desculpa de que foram movidas pelo Senhor a isso. Devemos tomar cuidado com tais congregações.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;[Deus] enviou o mesmo Espírito, pelo poder de quem havia ministrado a Palavra, para que realizasse sua obra mediante a confirmação eficaz dessa mesma Palavra&#8230; Cristo abriu o entendimento aos dois discípulos de Emaús não para que, postas de parte as Escrituras, se fizessem sábios por si mesmos, mas para que entendessem essas Escrituras.&#8221;</span> (idem)</p>
<p>Nossa oração é que o Espírito fale sempre, por meio do que Ele mesmo designou.</p>
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		<item>
		<title>Espírito x Escritura &#8211; parte 2 [ 1.9.2 ]</title>
		<link>http://joaocalvino.net/2009/01/espirito-x-escritura-parte-2-1-9-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Jan 2009 01:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritura]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito]]></category>
		<category><![CDATA[institutas]]></category>

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		<description><![CDATA[Como já vimos, crescimento espiritual e leitura da Palavra não se separam.
&#8220;Se ansiamos por receber algum uso e fruto da parte do Espírito de Deus, imperioso nos é aplicar-nos diligentemente a ler tanto quanto ouvir a Escritura.&#8221; (1.9.2, p.94)
Porém, existem aqueles que negam a necessidade do estudo bíblico e enfatizam uma suposta orientação do Espírito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SXvRLXV_1YI/AAAAAAAAGSk/jVw7YrG5WRs/s1600-h/janvier10.gif"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SXvRLXV_1YI/AAAAAAAAGSk/jVw7YrG5WRs/s320/janvier10.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295055780079195522" border="0" /></a>Como já vimos, crescimento espiritual e leitura da Palavra não se separam.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Se ansiamos por receber algum uso e fruto da parte do Espírito de Deus, imperioso nos é aplicar-nos diligentemente a ler tanto quanto ouvir a Escritura.&#8221; </span>(1.9.2, p.94)</p>
<p>Porém, existem aqueles que negam a necessidade do estudo bíblico e enfatizam uma suposta orientação do Espírito Santo. Ainda hoje esse tipo de heresia existe, e muitas vezes vemos alguém enganando a si, afirmando ter uma revelação especial, quando aquilo que ela sustenta pode até ir contra a Escritura. Diante dessas pessoas, que <span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;buscam o Espírito de si próprios e não por ele mesmo&#8221; </span>(idem), Calvino pergunta:</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Uma vez que Satanás se transfigura em anjo de luz, que autoridade terá o Espírito entre nós, a não ser que seja discernido por meio de sinal de absoluta certeza?&#8221; </span>(idem)</p>
<p>A resposta de Calvino pode parecer polêmica para alguns, mas, para ele, o Espírito Santo não irá além daquilo que está escrito. Isto é, ele não negará as Sagradas Escrituras, e nem pode fazê-lo. Evidentemente, alguns dirão que estamos prendendo Deus em uma caixa, mas o reformador responde:</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Alegam, com efeito, que é afrontoso que o Espírito de Deus, a quem todas as coisas devem ser sujeitas, seja subordinado à Escritura. Como se, na verdade, isto fosse ignominoso ao Espírito Santo: ser ele por toda parte igual e conforme a si mesmo; permanecer consistente consigo em todas as coisas; em nada variar! De fato, se fosse necessário julgar em conformida com qualquer norma humana, angélica, ou estranha, então deveria considerar-se que o Espírito estaria reduzido a subordinação.&#8221;</span> (idem)</p>
<p>Deus não pode mentir, e aquilo que ele disse na Escritura, é aquilo que Deus Espírito diz aos seus. Qualquer ensino que desvirtue isso é anátema.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Para que o espírito de Satanás não se insinue sob o nome do Espírito, ele quer ser por nós reconhecido em sua imagem que imprimiu nas Escrituras. Ele é o autor das Escrituras: não pode padecer variação e inconsistência para consigo mesmo. Portanto, como ali uma vez se manifestou, assim tem ele de permanecer para sempre.&#8221;</span> (1.9.2, p.95)</p>
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		<title>Espírito x Escritura &#8211; parte 1 [ 1.9.1 ]</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jan 2009 16:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Espírito]]></category>
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		<description><![CDATA[Citei em tópico anterior, a relevância dos escritos de João Calvino para nosso tempo. Parece que o reformador francês enfrentava desafios semelhantes aos que os crentes atuais encaram. Esse capítulo, em especial, é um dos melhores lidos até agora (em minha opinião) e merece alguns posts a mais. Nele Calvino fala sobre aqueles que menosprezam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SXtFZN-14TI/AAAAAAAAGSc/e7FcmqUK_u4/s1600-h/calvinoestava.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 227px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SXtFZN-14TI/AAAAAAAAGSc/e7FcmqUK_u4/s320/calvinoestava.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294902086456434994" border="0" /></a>Citei em tópico anterior, a relevância dos escritos de João Calvino para nosso tempo. Parece que o reformador francês enfrentava desafios semelhantes aos que os crentes atuais encaram. Esse capítulo, em especial, é um dos melhores lidos até agora (em minha opinião) e merece alguns posts a mais. Nele Calvino fala sobre aqueles que menosprezam as Escrituras em detrimento de suposta orientação do Espírito de Deus.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Surgiram em tempos recentes certos desvairados que, arrogando-se, com extremada presunção, o magistério do Espírito Santo, fazem pouco caso de toda leitura da Bíblia e se riem da simplicidade daqueles que ainda seguem, como eles próprios a chamam, a letra morta e que mata.&#8221; </span>(1.9.1, p.93)</p>
<p>Provavelmente nos virá à memória alguém que pensa de maneira semelhante aos contemporâneos do reformador, e alguns até tenham se sentido mal por parecerem tão &#8220;insensíveis ao toque do Espírito&#8221;. Mas o reformador sabe que nenhum dos apóstolos pensava como os hereges de seu tempo.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Eu, porém gostaria de saber deles que Espírito é esse de cuja inspiração transportam a alturas tão sublimadas que ousem desprezar como pueril e rasteiro o ensino da Escritura? Ora, se respondem que é o Espírito de Cristo, tal certeza é absolutamente ridícula, se na realidade concedem, segundo penso, que os apóstolos de Cristo e os demais fiéis da Igreja primitiva, foram iluminados não por outro Espírito. O fato é que nenhum deles aprendeu o menosprezo pela Palavra de Deus.&#8221; </span>(idem)</p>
<p>Para Calvino, o Espírito e a Escritura estão unidos por um <span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;vínculo inviolável&#8221;</span> (idem), mas aqueles que tentam criar uma dicotomia entre esses dois elementos cometem sacrilégio e desrespeito para com Deus, sua Palavra e o próprio ministério do Espírito Santo.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Logo, não é função do Espírito que nos foi prometido configurar novas e inauditas revelações ou forjar um novo gênero de doutrina, mediante a qual sejamos afastados do ensino do evangelho já recebido; ao contrário, sua função é selar-nos na mente aquela mesma doutrina que é recomendada no evangelho.&#8221;</span> (1.9.1, p.94)</p>
<p>Criar uma divisão entre o que a Bíblia diz e o que o Espírito Santo ensina é colocar Deus contra Deus. Não que tenhamos um Livro como divindade, mas ali estão guardados os pensamentos do próprio Criador. Fugir da Palavra em nome do Espírito é dizer que Deus, que não pode mentir, se contradiz, ou que o Consolador deixou seu ministério a fim de trazer inovações no Cristianismo. Tal postura é incompatível com a de um cristão e deve ser combatida. Que o Espírito de Cristo nos ajude nisso.</p>
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