<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>João Calvino &#187; institutas</title>
	<atom:link href="http://joaocalvino.net/marcador/institutas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://joaocalvino.net</link>
	<description>Prompte et Sincere</description>
	<lastBuildDate>Thu, 05 Aug 2010 15:29:35 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.6</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Refutando Osiandro [ 2.12.5-7 ]</title>
		<link>http://joaocalvino.net/2010/02/refutando-osiandro-2-12-5-7/</link>
		<comments>http://joaocalvino.net/2010/02/refutando-osiandro-2-12-5-7/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 15:22:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[institutas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://joaocalvino.net/?p=205</guid>
		<description><![CDATA[As próximas três seções neste capítulo sobre Encarnação serão usadas para refutação das ideias de Osiandro. Adepto das especulações que vão além da revelação bíblica, este herege afirma que Cristo teria se encarnado mesmo que não houvesse a Queda, e que Deus Filho poderia tomar a forma, por exemplo, de um animal. Para o Reformador, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://joaocalvino.net/wp-content/uploads/2010/02/caalv.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-206" title="caalv" src="http://joaocalvino.net/wp-content/uploads/2010/02/caalv-217x300.jpg" alt="caalv" width="174" height="240" /></a>As próximas três seções neste capítulo sobre Encarnação serão usadas para refutação das ideias de Osiandro. Adepto das especulações que vão além da revelação bíblica, este herege afirma que Cristo teria se encarnado mesmo que não houvesse a Queda, e que Deus Filho poderia tomar a forma, por exemplo, de um animal. Para o Reformador, esse tipo de curiosidade deve ser evitada a todo custo.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Uma vez que o Espírito declara que estas duas coisas, como Cristo se tornaria nosso Redentor e participante de nossa mesma natureza, foram intimamente associadas pelo eterno decreto de Deus, não é lícito indagar além. Ora, aquele em quem, não contente com a imutável ordenação de Deus, faz cócegas ao desejo de saber algo mais, mostra também não estar realmente contente com este Cristo que nos foi dado como preço de nossa redenção.&#8221;</em></span> (2.12.5, p.224s)</p>
<p>Calvino critica duramente Osiandro por sua falta de submissão a Escritura, acusando-o de criar um novo cristo, sem relação com ao verdadeiro Cristo. A insolência do herege chega ao ponto de sugerir que o autor da salvação pudesse encarnar em um asno. Outra questão que o reformador levanta diz respeito à imagem de Deus no homem. Para Osiandro, a humanidade foi formada segundo a imagem de Deus para que Cristo pudesse tomar a forma de homem &#8211; algo que Calvino aceita. Porém, esse falso mestre vai mais além e afirma que, em certo sentido, Cristo já tinha a forma que encarnaria, e, consequentemente, teria encarnado mesmo sem a necessidade de salvação para a humanidade. Isso o teólogo de Genebra não aceita.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Desejaria, ainda, saber por que é Cristo chamado por Paulo [1Co 15.45, 47] &#8216;o Segundo Adão&#8217;, senão porque lhe foi destinada a condição humana para que aos descendentes de Adão soerguesse da ruína? Ora, se Cristo precedeu à criação nessa ordem eventuacional, deveria então ter sido chamado &#8216;o Primeiro Adão&#8217;.&#8221; </em></span>(2.12.7, p.228)</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Mesmo que o Filho de Deus jamais tivesse se revestido de carne, a imagem de Deus, não obstante, lhe fulgia tanto no corpo quanto na alma, imagem em cuja efulgência sempre se fez patente que Cristo é realmente o Cabeça e tem a primazia em todas as coisas.&#8221;</em></span> (idem)</p>
<p>Existem ainda várias heresias defendidas por Osiandro, porém nenhuma delas é conhecida hoje entre a maioria dos cristãos. Talvez por conta do bom trabalho de Calvino não temos de lidar com elas mais. Tornaram-se tão pouco conhecidas como o nome do falso mestre que o reformador rebateu em seus escritos. O conselho de João Calvino é que fiquemos ao lado da simplicidade e beleza das Escrituras.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Tampouco julgo ser-me necessário discutir mais a fundo semelhantes futilidades, porquanto desta brevíssima refutação se depreenderá a vacuidade de todas elas. Para nutrir satisfatoriamente aos filhos de Deus, entretanto, esta sobriedade será mais que suficiente: quando veio a plenitude dos tempos, o Filho de Deus foi enviado, nascido de mulher, nascido sob a lei, para que redimisse àqueles que estavam debaixo da lei [Gl 4.4, 5].&#8221; </em></span>(2.12.7, p.229)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://joaocalvino.net/2010/02/refutando-osiandro-2-12-5-7/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Falando sobre a Encarnação [ 2.12.3-4 ]</title>
		<link>http://joaocalvino.net/2009/12/falando-sobre-a-encarnacao-2-12-3-4/</link>
		<comments>http://joaocalvino.net/2009/12/falando-sobre-a-encarnacao-2-12-3-4/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 20:56:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[institutas]]></category>
		<category><![CDATA[salvação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://joaocalvino.net/?p=173</guid>
		<description><![CDATA[O reformador continua em sua explicação da necessidade de que o Filho tomasse a forma de homem. Era necessário que Deus se tornasse homem para a salvação, e não existia finalidade principal além dessas. Assim como um homem levou toda humanidade a perecer, não encontraríamos a salvação sem que alguém nos levasse a isso, pagando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-176" title="Calvindrier_expo_mail" src="http://joaocalvino.net/wp-content/uploads/2009/12/Calvindrier_expo_mail-150x150.jpg" alt="Calvindrier_expo_mail" width="150" height="150" />O reformador continua em sua explicação da necessidade de que o Filho tomasse a forma de homem. Era necessário que Deus se tornasse homem para a salvação, e não existia finalidade principal além dessas. Assim como um homem levou toda humanidade a perecer, não encontraríamos a salvação sem que alguém nos levasse a isso, pagando a dívida que era nossa e recebendo as penalidades que merecíamos.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Deve-se sustentar principalmente aquilo que expus há pouco: que a natureza comum que temos com ele é o penhor de nossa união com o Filho de Deus, e que, vestido de nossa carne, destruiu ele a morte com o pecado, para que a vitória e o triunfo fossem nossos; ofereceu ele em sacrifício a carne que recebeu de nós, para que, feita a expiação, apagasse nossa culpa e aplacasse justa ira do Pai.&#8221; </em></span>(2.12.3, p.222)</p>
<p>Embora esteja enfatizando a encarnação, Calvino novamente lembra que as duas naturezas, tanto divina quanto humana, são necessárias para entendermos nossa salvação. Se não houvesse essa bendita união, o plano de Deus não se mostraria tão perfeito. Como Deus, o redentor não poderia sofrer a morte necessária, mas como homem não poderia derrotá-la:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Uma vez que, afinal, nem podia, como somente Deus, sentir a morte, nem como somente homem podia superá-la, associou a natureza humana com a divina, para que sujeitasse à morte a fraqueza de uma, no afã de expiar pecados; e, sustentando luta com a morte pelo poder da outra, nos adquirisse a vitória. Logo, aqueles que despojam a Cristo ou de sua divindade, ou de sua humanidade, na realidade lhe diminuem tanto a majestade quanto a glória, obscurecem igualmente sua bondade. Mas, por outro lado, não menos detrimento causam aos homens, cuja fé assim abalam e subvertem, a qual não pode permanecer firme a não ser neste fundamento.&#8221;</em></span> (idem)</p>
<p>Após apresentar a doutrina, o reformador agora rebate certas especulações levantadas a respeito desse assunto. O que ele chama de <em>&#8220;curiosidade demasiado estulta&#8221;</em> é a ideia de que haveria a encarnação de Cristo mesmo se não fosse necessária a salvação da humanidade. Já vimos o reformador se indignar contra esse tipo de jogo teológico. Isto ele combate com a própria Palavra:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Quando, porém, a Escritura inteira proclama haver-se ele revestido de carne a fim de que viesse a ser o Redentor, não passa de tremenda temeridade imaginar-se outra causa ou outro propósito&#8230; de fato, a não ser que ele tivesse vindo para reconciliar a Deus, posta por terra lhe estaria a honra do sacerdócio, visto que o sacerdote se interpõe por mediador entre Deus e os homens para fazer intercessão [Hb 5.1]. Não seria ele nossa justiça, pois foi feito vítima por nós para que Deus não nos impute os pecados [2Co 5.19]. Finalmente, despojado será ele de todos os louvores com que o adorna a Escritura.&#8221; </em></span>(2.12.3-4, p.223s)</p>
<p>Nessa seção, Calvino nos apresenta de forma irrefutável como a Palavra proclama a salvação como missão do Salvador (ele cita: Hb 9.11,12,22; Is 53.4,5; Jo 3.16, 5.25, 10.15,17,18, 11.25; Mt 18.11, 9.12; Lc 1.79, 24.46,47; Rm 8.3; Tt 3.4, entre outros) . Mais que ser um mero exemplo de vida, um curandeiro, uma figura política, um filósofo galileu, Jesus deixou claro que veio à Terra para morrer por nossos pecados, unir-nos como seu povo e inaugurar seu Reino. E assim seus discípulos entenderam. Excluir a morte expiatória dos propósitos de Cristo é minimizar a Encarnação.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://joaocalvino.net/2009/12/falando-sobre-a-encarnacao-2-12-3-4/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Nosso mediador [ 2.12.1-2 ]</title>
		<link>http://joaocalvino.net/2009/10/nosso-mediador-2-12-1-2/</link>
		<comments>http://joaocalvino.net/2009/10/nosso-mediador-2-12-1-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 15:49:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[institutas]]></category>
		<category><![CDATA[salvação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://joaocalvino.net/?p=170</guid>
		<description><![CDATA[A partir de agora Calvino volta-se àquele que é o motivo dos dois Testamentos &#8211; Cristo, o mediador. O reformador discorrerá sobre as duas naturezas de Jesus. Em primeiro lugar, fala-se brevemente sobre a divindade e porque o Mediador deveria ser Deus.
&#8220;Ora, uma vez que nossas iniqüidades, como se fosse uma nuvem interposta entre nós [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/St8WiIcK4EI/AAAAAAAAIVM/_TcoUZnbbpw/s1600-h/calvin1.JPG"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 170px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/St8WiIcK4EI/AAAAAAAAIVM/_TcoUZnbbpw/s200/calvin1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395055654250143810" border="0" /></a>A partir de agora Calvino volta-se àquele que é o motivo dos dois Testamentos &#8211; Cristo, o mediador. O reformador discorrerá sobre as duas naturezas de Jesus. Em primeiro lugar, fala-se brevemente sobre a divindade e porque o Mediador deveria ser Deus.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Ora, uma vez que nossas iniqüidades, como se fosse uma nuvem interposta entre nós e ele, nos alienaram inteiramente do reino dos céus, ninguém podia ser o intermediário da paz a ser restaurada, senão aquele que pudesse achegar à sua presença&#8230; A situação, certamente, era irremediável, a não ser que até nós descesse a própria majestade de Deus, já que não estava a nosso alcance subir até ele. Daí se fazia necessário que o Filho de Deus viesse a ser nosso Emanuel, isto é, &#8216;Deus conosco&#8217; [Is 7.14; Mt 1.23], de tal maneira que sua divindade e a natureza humana fossem unidas.&#8221;</span> (2.12.1, p.220)</p>
<p>No entanto, como a questão da divindade foi tratada no primeiro Livro, o reformador se concentrará na humanidade de Cristo. Para Calvino, era necessário que o Filho se tornasse homem, a fim de que ele se identificasse conosco e nós nos identificássemos com ele &#8211; o que gera o compartilhamento das bençãos divinas a nós, e das nossas fraquezas e maldições a ele.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Quem poderia fazer isso, se o mesmo Filho de Deus não se fizesse filho do homem, e de tal forma tomasse o que é nosso, e nos transferisse o que é seu, e o que era inerentemente seu, pela graça se fizesse nosso? Portanto, apoiados neste penhor, confiamos ser filhos de Deus, porque o que por natureza era Filho de Deus, apropriou para si o corpo de nosso corpo, a carne de nossa carne, os ossos de nossos ossos, para que fosse precisamente o que somos, e não relutou em assumir o que nos era próprio, para que, por sua vez, a nós pertencesse o que ele tinha de propriamente seu, e assim ele, em comum conosco, fosse não só o Filho de Deus, mas também o Filho do Homem.&#8221; </span>(2.12.2, p.221)</p>
<p>Para finalizar sua meditação inicial no assunto, Calvino nos apresenta uma bonita reflexão sobre a obra de Cristo por nós. Que nos dediquemos a pensar nessas coisas, para que nosso coração se encha de louvor e adoração ao nosso Senhor.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Quem poderia fazer isso, a não ser a própria Vida? Impunha-se-lhe vencer o pecado. Quem poderia fazer isso, a não ser a própria Justiça? Impunha-se-lhe desbaratar as potestades do mundo e do ar. Quem poderia fazer isso, a não ser um Poder superior tanto ao mundo quanto ao ar? Ora, em quem está a vida, ou a justiça, ou o senhorio e poder do céu, senão unicamente em Deus?&#8221;</span> (2.12.2, p.221s)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://joaocalvino.net/2009/10/nosso-mediador-2-12-1-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Diferenças entre os dois pactos: parte 5 [ 2.11.11-12 ]</title>
		<link>http://joaocalvino.net/2009/10/diferencas-entre-os-dois-pactos-parte-5-2-11-11-12/</link>
		<comments>http://joaocalvino.net/2009/10/diferencas-entre-os-dois-pactos-parte-5-2-11-11-12/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 15:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[AT]]></category>
		<category><![CDATA[NT]]></category>
		<category><![CDATA[institutas]]></category>
		<category><![CDATA[missões]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://joaocalvino.net/?p=168</guid>
		<description><![CDATA[A última das grandes diferenças entre os dois testamentos envolve o cuidado de Deus junto às nações. Enquanto na Lei, Deus se voltou a apenas uma nação, Israel, agora o Evangelho é direcionado para todos os povos.
&#8220;Quando, porém, veio a plenitude dos tempos [Gl 4.4] destinada à restauração de todas as coisas [Mt 17.11], e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/StidkuFAlHI/AAAAAAAAIU8/yTmYjkj5yRQ/s1600-h/reed_gospel+by+calvin.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 134px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/StidkuFAlHI/AAAAAAAAIU8/yTmYjkj5yRQ/s200/reed_gospel+by+calvin.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393233807946060914" border="0" /></a>A última das grandes diferenças entre os dois testamentos envolve o cuidado de Deus junto às nações. Enquanto na Lei, Deus se voltou a apenas uma nação, Israel, agora o Evangelho é direcionado para todos os povos.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Quando, porém, veio a plenitude dos tempos [Gl 4.4] destinada à restauração de todas as coisas [Mt 17.11], e foi revelado esse reconciliador de Deus e dos homens, derruída a muralha que, por tão longo tempo, mantivera a misericórdia de Deus confinada nos limites de Israel, foi anunciada a paz aos que estavam longe, não menos aos que se achavam perto, para que, juntamente reconciliados com Deus, se amalgamassem em um só povo [Ef 2.14-17].&#8221;</span> (2.11.12, p.216)</p>
<p>Ainda que o próprio Cristo tenha se voltado para Israel, vemos, após sua ressurreição, a ordem para que todos os povos sem alcançados pelo Evangelho. Isso surpreendeu aos próprios apóstolos, mas não se tratava de algo que não estivesse prometido.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Através dessa chamada pública não só eram os gentios igualados aos judeus, mas ainda se fazia manifesto que estavam eles a tomar como que o lugar de mortos&#8230; Dessa forma, não sem causa, Paulo proclama, com tanta veemência, este &#8216;um mistério escondido dos séculos e das gerações&#8217; [Cl 1.26], e diz ser o mesmo maravilhoso inclusive aos anjos [Ef 3.9, 10].&#8221;</span> (2.11.12, p.217)</p>
<p>Assim, temos a base de missões nessa verdade &#8211; o Evangelho é para todos os povos. Como igreja, proclamamos isso: não somos um povo fechado como o antigo Israel, mas um Reino a crescer por toda terra.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Portanto, a vocação dos gentios é insigne marca através da qual se ilustra a excelência do Novo sobre o Antigo Testamento.&#8221; </span>(2.11.12, p.216)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://joaocalvino.net/2009/10/diferencas-entre-os-dois-pactos-parte-5-2-11-11-12/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Diferenças entre os dois pactos: parte 4 [ 2.11.9-10 ]</title>
		<link>http://joaocalvino.net/2009/10/diferencas-entre-os-dois-pactos-parte-4-2-11-9-10/</link>
		<comments>http://joaocalvino.net/2009/10/diferencas-entre-os-dois-pactos-parte-4-2-11-9-10/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 14:02:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[AT]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[NT]]></category>
		<category><![CDATA[aliança]]></category>
		<category><![CDATA[institutas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://joaocalvino.net/?p=167</guid>
		<description><![CDATA[O reformador prossegue sua exposição nos dando a quarta grande diferença entre o Antigo e o Novo Testamento:
&#8220;A Escritura chama o Antigo Testamento o Testamento de servidão, porque gera temor nas almas; o Novo, porém, o Testamento de liberdade, porque os anima à confiança e à certeza. Assim, Paulo na Epístola aos Romanos [8.15]: &#8216;Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/StiSTo0DLCI/AAAAAAAAIU0/f8wVFz5ZXWQ/s1600-h/calvinobass.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 190px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/StiSTo0DLCI/AAAAAAAAIU0/f8wVFz5ZXWQ/s200/calvinobass.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393221419847068706" border="0" /></a>O reformador prossegue sua exposição nos dando a quarta grande diferença entre o Antigo e o Novo Testamento:</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;A Escritura chama o Antigo Testamento o Testamento de <span style="font-weight: bold;">servidão</span>, porque gera temor nas almas; o Novo, porém, o Testamento de <span style="font-weight: bold;">liberdade</span>, porque os anima à confiança e à certeza. Assim, Paulo na</span> <span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">Epístola aos Romanos [8.15]: &#8216;Não recebestes&#8217;, diz ele, &#8216;o espírito de servidão, outra vez, para temor, mas o Espírito de adoção pelo qual clamamos: Abba, Pai&#8217;.&#8221; </span>(2.11.9, p.213)</p>
<p>Isto é, enquanto o povo antigo deveria achegar-se a Deus temeroso das reprimendas da Lei, cheios de inquietação e temor, a igreja recebe com o Novo Testamento um espírito de alegria, liberdade e tranquilidade. Enquanto um povo estava debaixo de diversas cerimônias, temos acesso livre ao Criador. Isto é explicado em Gálatas 4.22-31, na alegoria entre Sara, a esposa livre, e Hagar, a escrava.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;A síntese é esta: o Antigo Testamento incutiu medo e tremor às consciências; pelo benefício do Novo Testamento acontece de serem liberadas para alegria. Aquele manteve as consciências sujeitas ao jugo da servidão; pela liberalidade deste elas estão liberadas para a liberdade.&#8221; </span>(2.11.9, p.214)</p>
<p>Isso significa que os fiéis do Velho Testamento não viveram vidas plenas, mas estiveram sempre infelizes, debaixo do jugo da Lei? A resposta do reformador é: não. A diferença é que, ao crer nas promessas feitas a eles, já recebiam nos tempos antigos parte das bênçãos provenientes do Evangelho.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Uma vez que seja evidente terem sido dotados conosco do mesmo Espírito de fé, segue-se terem sido participantes não só da mesma liberdade, como também da mesma alegria, respondemos que nenhuma das duas procedeu da lei&#8230; Foi fruto especial do Novo Testamento que, à parte da lei comum do Antigo Testamento, foram livrados desses males. Mais ainda, negaremos tenham sido eles a tal ponto aquinhoados do espírito de liberdade e certeza, que não experimentaram, em certo grau, tanto o temor quanto a servidão suscitados pela lei.&#8221; </span>(2.11.9, p.214)</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;E aqui deve-se também notar a respeito dos santos pais que viveram de tal modo sob o Antigo Testamento, que não se detiveram ali, mas sempre aspiraram ao Novo, e assim lhe abraçaram real participação.&#8221;</span> (2.11.10, p.215)</p>
<p>Que o amor de Deus, em derramar sobre nós essa alegria proveniente do Evangelho, seja sempre motivo de adoração e louvor em nossas vidas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://joaocalvino.net/2009/10/diferencas-entre-os-dois-pactos-parte-4-2-11-9-10/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Diferenças entre os dois pactos: parte 3 [ 2.11.7-8 ]</title>
		<link>http://joaocalvino.net/2009/10/diferencas-entre-os-dois-pactos-parte-3-2-11-7-8/</link>
		<comments>http://joaocalvino.net/2009/10/diferencas-entre-os-dois-pactos-parte-3-2-11-7-8/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 21:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[AT]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[NT]]></category>
		<category><![CDATA[institutas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://joaocalvino.net/?p=166</guid>
		<description><![CDATA[Baseado nos versos de Jeremias 31.31-34, em que Deus promete uma nova Aliança entre ele e seu povo, Calvino nos apresenta a terceira diferença entre os testamentos, auxiliado pelos escritos paulinos.
&#8220;Desta passagem o Apóstolo tomou ocasião para estabelecer esta comparação entre a lei e o evangelho, de sorte que àquela chamasse ensino literal, a este, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SsUqKblnh-I/AAAAAAAAIRs/b2JnApqHHDM/s1600-h/Calvin_large.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 170px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SsUqKblnh-I/AAAAAAAAIRs/b2JnApqHHDM/s200/Calvin_large.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387758887911262178" border="0" /></a>Baseado nos versos de Jeremias 31.31-34, em que Deus promete uma nova Aliança entre ele e seu povo, Calvino nos apresenta a terceira diferença entre os testamentos, auxiliado pelos escritos paulinos.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Desta passagem o Apóstolo tomou ocasião para estabelecer esta comparação entre a lei e o evangelho, de sorte que àquela chamasse ensino literal, a este, doutrina espiritual; daquela disse ele ter sido gravada em tábuas de pedra; deste disse ter sido escrito nos corações; daquela disse ser uma pregação de morte; deste disse ser de vida; daquela, de condenação; deste, de justiça; daquela, ser cancelada; deste, diz que permanece [2Co 3.6-11]&#8220;.</span> (2.11.7, p.212)</p>
<p>O reformador explica que existem algumas promessas na Lei, no entanto, elas podem ser consideradas como um elemento diferente, se levarmos em consideração a natureza pura dos mandamentos. Eles são bons, mas ministrando a um pecador só geram morte.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Somente isto lhe atribuem o Profeta e o Apóstolo: que preceitua o que é reto, proíbe as impiedades, proclama recompensa aos cultores da justiça, ameaça castigo aos transgressores, porém, ao mesmo tempo, não muda nem corrige a depravação do coração, que é inerente a todos os homens.&#8221; </span>(idem)</p>
<p>Com isso, não devemos considerar a Lei como um elemento inútil na história da salvação. Pelo contrário, foi proveitosa ao antigo Israel. No entanto, quando comparada com o brilho do Evangelho, a antiga dispensação mostra sua fraqueza. Calvino exemplifica essa diferença entre os dois ministérios por meio da população do povo de Deus.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Ora, se computamos a multidão desses a quem, regenerados por seu Espírito mediante a pregação do evangelho, de todos os povos agregou à comunhão de sua Igreja, diremos terem sido pouquíssimos, de fato quase nenhum, os que outrora, em Israel, abraçaram o pacto do Senhor com afeto de coração e de alma, os quais, no entanto, foram muitos, caso sejam computados em seu próprio rol, sem comparação.&#8221; </span>(2.11.8, p.213)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://joaocalvino.net/2009/10/diferencas-entre-os-dois-pactos-parte-3-2-11-7-8/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

