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	<title>João Calvino &#187; patrística</title>
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		<title>A Lei leva à Graça [ 2.7.8-9 ]</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 20:22:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Lei não apenas nos mostra quão grandiosa foi a graça de Deus ao cobrir nossos pecados. Ela também nos leva a pedir por graça em nossas vidas. Diante de nossa incapacidade e do castigo sobre nós, só nos resta implorar para que o Senhor tenha misericórdia sobre nós.
&#8220;Posta de parte a opinião injustificada de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/Sh2nniCYtOI/AAAAAAAAHp0/rrgGLpQ5UjI/s1600-h/Calvin_Edition.gif"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 154px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/Sh2nniCYtOI/AAAAAAAAHp0/rrgGLpQ5UjI/s200/Calvin_Edition.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340609030724826338" border="0" /></a>A Lei não apenas nos mostra quão grandiosa foi a graça de Deus ao cobrir nossos pecados. Ela também nos leva a pedir por graça em nossas vidas. Diante de nossa incapacidade e do castigo sobre nós, só nos resta implorar para que o Senhor tenha misericórdia sobre nós.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Posta de parte a opinião injustificada de sua própria capacidade, compreendam que é tão somente</span> <span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">pela mão de Deus que são firmados e subsistem, de sorte que, nus e vazios, se refugiem na misericórdia, nesta repousem inteiramente, no recesso desta se escondam, e tão-somente a esta se apeguem por justiça e méritos, misericórdia que foi revelada em Cristo a todos quantos, em verdadeira fé, não só a buscam, mas também nela esperam.&#8221; </span>(2.7.8, p.119)</p>
<p>Para Calvino, enquanto Deus demonstra sua severidade e justiça pela Lei, <span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;em Cristo sua face brilha, cheia de graça e brandura, para com os pecadores, ainda que míseros e indignos&#8221;</span> (idem). Assim, a Lei nos leva à Graça, fato que é confirmado também por Agostinho em inúmeras citações e, em especial, na obra <span style="font-style: italic;">Do Espírito e da Letra</span>.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(0, 51, 51);">&#8220;A lei ordena; a graça ministra o poder para cumprir&#8230;</span><span style="font-style: italic; color: rgb(0, 51, 51);"> Deus ordena as coisas que não podemos, para que saibamos o que lhe devamos pedir.&#8221;</span></p>
<p>Concluindo, Calvino nos deixa a oração em que Agostinho pede a Deus que o capacite a cumprir os mandamentos. Que sejamos como esses dois homens, e a humildade esteja sempre em nossos lábios.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(0, 51, 51);">&#8220;Assim faze, ó Senhor; assim faze, ó Senhor misericordioso; ordena o que não se pode cumprir; sim, ordena o que não se pode cumprir, a não ser por tua graça, para que, uma vez que os homens não o possam cumprir por suas próprias forças, toda boca se cale e ninguém se faça grande a si mesmo. Sejam todos pequeninos e o mundo todo se faça culpado diante de Deus.&#8221; </span>(três últimas citações de Agostinho tiradas de 2.7.9, p.120)</p>
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		<title>Uma expressão inconveniente [ 2.2.7-8 ]</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 02:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os calvinistas são conhecidos por negarem o livre-arbítrio. Mas o que significa isso? Alguns dizem que é o mesmo que tratar o homem como máquinas, mas essa é uma visão preconceituosa e caricatural. Calvino nos explica que podemos usar esse termo, pois acreditamos que o homem exerce sua vontade.
&#8220;Desse modo, pois, dir-se-á que o homem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/ScG7rN_rgLI/AAAAAAAAHJo/AFpKFXPrTkc/s1600-h/kalvin2.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 158px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/ScG7rN_rgLI/AAAAAAAAHJo/AFpKFXPrTkc/s320/kalvin2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314735386439418034" border="0" /></a>Os calvinistas são conhecidos por negarem o livre-arbítrio. Mas o que significa isso? Alguns dizem que é o mesmo que tratar o homem como máquinas, mas essa é uma visão preconceituosa e caricatural. Calvino nos explica que podemos usar esse termo, pois acreditamos que o homem exerce sua vontade.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Desse modo, pois, dir-se-á que o homem é dotado de livre-arbítrio: não porque tenha livre escolha do bem e do mal, igualmente; ao contrário, porque age mal por vontade, não por efeito de coação.&#8221;</span><span style="color: rgb(102, 0, 0);"> </span>(2.2.7, p.34)</p>
<p>No entanto, trata-se de um termo problemático, uma vez que essa vontade exercida conscientemente pelo homem está limitada pelos vis efeitos do pecado. Isto é, o homem escolhe o que deseja, mas o que deseja não vai além do mal. Ele é livre, mas serve (ainda que livremente) a um senhor &#8211; o pecado.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Excelente liberdade, sem dúvida, seria se com efeito o homem não fosse compelido pelo pecado a servi-lo; se, no entanto, é escravo por querer, escravo por vontade, de sorte que a vontade lhe é mantida amarrada pelas peias do pecado!&#8221; </span>(idem)</p>
<p>Assim, não recomenda-se a expressão &#8220;livre-arbítrio&#8221; por ser um termo problemático e carregado de pressuposições. Para ser utilizado bem, é necessário que seja definido antes. Um exemplo dessa prática encontra-se nos escritos de Agostinho. O bispo de Hipona usava o termo, mas sempre lembrando que o livre-arbítrio não é totalmente livre.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Contudo firmemente confessa, em outro lugar, que sem o Espírito a vontade do homem não é livre, uma vez que se fez sujeita a desejos que a acorrentam e a dominam&#8230; Em outra passagem, depois de mostrar que o livre-arbítrio é estabelecido pela graça, investe asperamente contra aqueles que a si o reivindicam sem a graça.&#8221;</span> (2.2.8, p.34)</p>
<p>Portanto, para Calvino e Agostinho, o livre-arbítrio é, na verdade, servo. Sujeita-se a um senhor &#8211; o pecado &#8211; mas torna-se livre quando Cristo o liberta. Mas, se foi libertado, como alguém pode ser gloriar de tal liberdade? Por isso é recomendável que não usemos tal termo, na opinião de Calvino. Rejeita-se o termo não por uma negação da vontade humana, mas pela necessidade de evitar erros.</p>
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		<title>Analisando os patrísticos [ 2.2.5-6 ]</title>
		<link>http://joaocalvino.net/2009/03/analisando-os-patristicos-2-2-5-6/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 15:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sobre o seguinte estudo, é bom já saber o que João Calvino pensa da maioria dos personagens que serão citados.
&#8220;Pareceu-me bem abordar, de passagem, estes dois pontos, para que o leitor já veja quanto discordo dos escolásticos mais sóbrios. Ora, dos sofistas mais recentes difiro em extensão ainda maior, a saber, quanto estão distanciado da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/ScF8Qrvn4xI/AAAAAAAAHJY/JS6hBtPhJTw/s1600-h/Imagem+510.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 211px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/ScF8Qrvn4xI/AAAAAAAAHJY/JS6hBtPhJTw/s320/Imagem+510.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314665661336118034" border="0" /></a>Sobre o seguinte estudo, é bom já saber o que João Calvino pensa da maioria dos personagens que serão citados.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Pareceu-me bem abordar, de passagem, estes dois pontos, para que o leitor já veja quanto discordo dos escolásticos mais sóbrios. Ora, dos sofistas mais recentes difiro em extensão ainda maior, a saber, quanto estão distanciado da antigüidade.&#8221;</span> (2.2.6, p.34)</p>
<p>Nessas seções o reformador lista algumas das idéias dos antigos teólogos a respeito da liberdade humana. Embora concorde em algum ponto ou outro, o teólogo de Genebra rejeita boa parte do que foi ensinado pelos pais. O que se percebe é que eles se preocuparam muito mais em adaptar noções filosóficas (como já foi dito) a realizar uma boa exegese da Palavra. Isso não difere muito do que muitos cristãos fazem hoje, dependendo mais de Freud e Darwin que de Moisés ou Paulo.</p>
<p>Vejamos alguns exemplos:</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;No afã de tornar isto evidente, o autor da obra</span><span style="color: rgb(102, 0, 0);"> A Vocação dos Gentios</span><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);"> enumera uma tríplice vontade: a primeira, sensória; a segunda, animal; a terceira, espiritual, das quais as duas primeiras ensinam que o homem as tem livres, sendo a última obra do Espírito Santo no homem.&#8221;</span> (2.2.5, p.33)</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Veio, porém, a prevalecer entre as escolas a distinção que enumera uma tríplice liberdade: a primeira, da necessidade; a segunda, do pecado; a terceira, da miséria, das quais a primeira é por natureza de tal forma inerente ao homem que de nenhum modo pode ser alijada; as outras duas foram perdidas mediante o pecado. De bom grado acolho esta distinção, exceto que aqui se confunde, indevidamente, necessidade com coação.&#8221; </span>(idem)</p>
<p>Desses escritos emerge também a idéia de dois tipos de graça em Deus &#8211; uma que coopera com nosso livre-arbítrio (já que desejaríamos, de algum modo boas coisas), e outra que é a ação única de Deus sobre nós, nos dando o desejo de querer o bem. Esses aspectos se chamariam de graça cooperante e graça operante, respectivamente. O problema dessa definição é justamente a idéia de que o homem naturalmente tem uma tendência ao bem.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Nesta divisão desagrada-me isto: que, enquanto atribui à graça de Deus o eficaz desejo do bem, dá a entender que, já de sua própria natureza, de certo modo, ainda que ineficazmente, o homem deseja o bem. Assim Bernardo, asseverando que de fato a boa vontade é obra de Deus, no entanto concede isto ao homem: que ele deseja, de moto próprio, esta espécie de boa vontade.&#8221;</span><span style="color: rgb(102, 0, 0);"> </span>(2.2.6, p.33)</p>
<p>Como Calvino ainda não se dedicará a combater as idéias de autonomia humana, não temos aqui grandes objeções contra as doutrinas apresentadas, apenas o parecer do reformador sobre elas. O que podemos aprender é aquilo que sempre foi dito por ele &#8211; testar todas as doutrinas pelas Escrituras, a fim de nos protegermos contra pressupostos humanos.</p>
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		<title>Os Patrísticos e o livre-arbítrio [ 2.2.4 ]</title>
		<link>http://joaocalvino.net/2009/03/os-patristicos-e-o-livre-arbitrio-2-2-4/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 20:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[homem]]></category>
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		<category><![CDATA[patrística]]></category>

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		<description><![CDATA[Como foi dito no final do post anterior, a maioria dos patrísticos foram influenciados pela filosofia grega, o que os levou a abraçar concepções da vontade humana que não se acomoda ao ensino bíblico. &#8220;Muitos deles, no entanto, têm se aproximado dos filósofos muito mais do que é justo&#8221; (2.2.4, p.30), lamenta Calvino, pois uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/Sb7CQz9J4xI/AAAAAAAAHIg/Zpg111gxhes/s1600-h/JohnCalvin_Best.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/Sb7CQz9J4xI/AAAAAAAAHIg/Zpg111gxhes/s320/JohnCalvin_Best.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313898204424168210" border="0" /></a>Como foi dito no final do post anterior, a maioria dos patrísticos foram influenciados pela filosofia grega, o que os levou a abraçar concepções da vontade humana que não se acomoda ao ensino bíblico. <span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Muitos deles, no entanto, têm se aproximado dos filósofos muito mais do que é justo&#8221;</span> (2.2.4, p.30), lamenta Calvino, pois uma situação como essa não traz iluminação aos fiéis da igreja.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Ademais, embora os gregos, mais que outros, e entre eles singularmente Crisóstomo, excederam o limite em exaltar a capacidade da vontade humana, contudo todos os antigos, excetuado Agostinho, nesta matéria a tal ponto ou divergem, ou vacilam, ou falam confusamente, que de seus escritos quase nada de certo se pode referir.&#8221;</span> (2.2.4, p.31)</p>
<p>Seguido os filósofos, os pais da igreja muitas vezes entendiam que apenas a sensibilidade ou parte sensória do homem estava debilitada pelo pecado, enquanto a razão e a vontade, muitos criam, não foram muito ou plenamente afetadas. Dessas teorias o termo livre-arbítrio é o centro. Porém, poucos dos pais se preocuparam em defini-lo, o que gera ambiguidade e confusão em seus escritos.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Orígenes, contudo, parece ter proposto isto, acerca de que entre eles, indistintamente, havia consenso, quando disse: &#8216;O livre-arbítrio é a faculdade da razão para discernir o bem ou o mal, a faculdade da vontade para escolher um ou outro desses dois.&#8217; Agostinho não discorda dele quando ensina que o livre-arbítrio é a faculdade da razão e da vontade pela qual, assistindo-as a graça, se escolhe o bem, deixando ela de assisti-las, escolhe-se o mal. &#8221; </span>(2.2.4, p.32)</p>
<p>Resumidamente, os autores antigos ensinavam que o homem possuia a capacidade de discernir entre bem e mal (a razão). Baseados nesse discernimento tomava suas decisões. Esse ensino Calvino resume a nós, embora veremos que ele os rejeitará mais adiante.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Estão de acordo, em primeiro lugar, em que o substantivo arbítrio se deve referir antes à razão, à qual cabe discernir entre o bom e o mau, enquanto o adjetivo livre pertence propriamente à vontade, que se pode vergar para uma ou outra dessas duas alternativas.&#8221; </span>(idem)</p>
<p>O que aprendemos aqui é que não devemos estar presos à tradição, pura e simplesmente. Os escritos dos antigos nos serão úteis e edificantes, mas devem sempre ser avaliados à luz da Escritura.</p>
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		<title>Um argumento histórico [ 1.13.27-29 ]</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 20:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Trindade]]></category>
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		<description><![CDATA[Finalizando o longo capítulo sobre a Trindade, Calvino rebate agora os argumentos históricos dos antitrinitarianos. Para alguns dos falsos mestres, os pais da igreja nunca defenderam a doutrina ortodoxa sobre o Deus Triuno, algo de que o reformador discorda solenemente. A primeira vítima da distorção é Irineu, que supostamente ensina que somente o Pai é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SZHtIbvv-vI/AAAAAAAAGnM/j0QDZdk4llc/s1600-h/medal01.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 313px; height: 288px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SZHtIbvv-vI/AAAAAAAAGnM/j0QDZdk4llc/s320/medal01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301278965534554866" border="0" /></a>Finalizando o longo capítulo sobre a Trindade, Calvino rebate agora os argumentos históricos dos antitrinitarianos. Para alguns dos falsos mestres, os pais da igreja nunca defenderam a doutrina ortodoxa sobre o Deus Triuno, algo de que o reformador discorda solenemente. A primeira vítima da distorção é Irineu, que supostamente ensina que somente o Pai é o Deus de Israel. O reformador rebate essa acusação lembrando que o autor na verdade estava combatendo outros hereges, que negavam ser o Deus do Antigo Testamento também Deus Pai, e aproveita em seguida para citar o próprio Irineu.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Irineu se concentra inteiramente nisto: tornar patente que na Escritura não se proclama outro Deus senão o Pai de Cristo, e que se cogita erroneamente outro, e daí não é de maravilhar-se se conclui tantas vezes que o Deus de Israel não era outro senão aquele que é celebrado por Cristo e pelos apóstolos.&#8221;</span> (1.13.27, p.153)</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(0, 51, 51);">&#8220;Aquele que, em acepção absoluta e não particularizada, na Escritura é chamado Deus, esse é verdadeiramente o Deus único, e Cristo, com efeito, é chamado Deus em acepção absoluta.&#8221; </span>(Irineu, citado em idem)</p>
<p>A próxima vítima dos antitrinitarianos é Tertuliano, sob o pretexto de que coloca o Filho em segundo plano. Calvino, apesar de admitir a dificuldade nos escritos desse pai, deixa claro que ele não ensinou nada além da doutrina correta.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;É verdade que ele confessa admitir o Filho como segundo em relação ao Pai, todavia não o entende como outro senão em função da distinção pessoal. Em algum outro lugar, ele diz que o Filho é visível, entretanto, após haver arrazoado ambos os lados da questão, conclui ser ele invisível até onde é a Palavra.&#8221;</span> (1.13.28, p.154)</p>
<p>Depois de citar esses casos, Calvino lembra que Justino Mártir, Hilário e Inácio também ensinaram a correta doutrina, apesar do que afirmam os hereges. Prova disso é que Ário, um antitrinitariano, não apelou a nenhum deles diante do Concílio de Nicéia. Além disso, Agostinho em sua obra magistral sobre a Trindade também nada encontra de errado entre os escritos desses santos homens.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Mercê destas considerações, contudo, o leitor piedoso por fim reconhecerá, segundo espero, estar desmantelada todas as cavilações com que Satanás tem tentado até agora perverter ou entenebrecer a pura fé da doutrina.&#8221;</span> (1.13.29, p.155)</p>
<p>Uma doutrina não é reconhecida como verdadeira por maioria de votos, mas pelo que diz a Escritura. No entanto, é importante quando ouvimos as vozes do passado, e todos esses santos homens concordam a respeito de algo tão complexo. Isso nos dá segurança sobre o que cremos e nos leva a desconfiar daquilo que era estranho aos pais. Calvino sabe disso, e assim conclui seu ensino sobre a Trindade, algo que nos desafia a estudar cada dia mais, e especular cada vez menos.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Finalmente, confio que tenha sido fielmente explicada toda a suma desta doutrina, desde que os leitores imponham moderação à curiosidade, nem reivindiquem para si avidamente mais do que se faz necessário controvérsias molestas e perplexivas. Aliás, creio que bem pouco satisfeitos haverão de ficar aqueles a quem deleita o imoderado gosto de especular.&#8221;</span> (idem)</p>
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