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	<title>João Calvino &#187; persistência</title>
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		<title>Terceira função da Lei [ 2.7.12-13 ]</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 02:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O terceiro uso da Lei diz respeito aos crentes em Jesus, aqueles regenerados e habitados pelo Espírito Santo. Para nós, as palavras de Moisés têm dois usos principais &#8211; a instrução da vontade do Senhor e a exortação para que nos desviemos do erro.
&#8220;Pois a lei lhe é o melhor instrumento mediante o qual melhor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SiNa9S6aqQI/AAAAAAAAHqc/aubxtyrQmcU/s1600-h/9749.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SiNa9S6aqQI/AAAAAAAAHqc/aubxtyrQmcU/s200/9749.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342213592086915330" border="0" /></a>O terceiro uso da Lei diz respeito aos crentes em Jesus, aqueles regenerados e habitados pelo Espírito Santo. Para nós, as palavras de Moisés têm dois usos principais &#8211; a instrução da vontade do Senhor e a exortação para que nos desviemos do erro.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Pois a lei lhe é o melhor instrumento mediante o qual melhor aprendam cada dia, e com certeza maior, qual é a vontade de Deus, a que aspiram, e se lhe firmem na compreensão&#8230; pois que ninguém até agora penetrou tanto a sabedoria que não possa da instrução diária da lei fazer novos progressos no conhecimento mais puro da vontade divina.&#8221;</span> (2.7.12, p.122s)</p>
<p><span style="font-style: italic;"><span style="color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Visto que necessitamos não só de ensinamento, mas ainda de exortação, o servo de Deus tirará ainda esta utilidade da lei para que, mediante sua freqüente meditação, seja incitado à obediência, nela seja consolidado e seja impedido de transgredir neste caminho escorregadio.&#8221;</span> </span>(2.7.12, p.123)</p>
<p>Para nós que estamos em Cristo, os mandamentos devem ser doces, não amargos. Portanto, é um erro pensarmos que a Lei foi abandonada com a Nova Aliança. Ela ainda demonstra aquilo que Deus espera de nós. O padrão de Deus para seu povo foi revelado ali, e os cristãos não podem desprezar esse ensino. Aqueles que negam qualquer valor para os mandamentos de Moisés caem em grande erro.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Ora, se não se pode negar que nela sobressai um modelo absoluto de justiça, então, a menos que não devamos ter qualquer regra de viver bem e retamente, será ímpio dela afastar-nos. Na verdade, porém, a perpétua e influxível regra de viver não são muitas, mas uma única. Pelo que, o que diz Davi, que o homem justo medita dia e noite na lei do Senhor [Sl 1.2], não se deve entender como a referência a uma só era, pois que é muitíssimo aplicável a todas as épocas, uma a uma, até o fim do mundo.&#8221;</span> (2.7.13, p.124)</p>
<p>Ainda que a santidade perfeita não seja alcançada aqui, devemos lutar e correr em direção a ela. Calvino usa a comparação bíblica com a corrida, na qual o grande alvo é a glória eterna, já ganha pelos méritos do Senhor Jesus.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Nessa porfia, se não falharmos, tudo bem. Com efeito, toda esta vida é um estádio, do qual, corrido o percurso, o Senhor nos concederá que alcancemos aquela meta a que agora nossos esforços se empenham à distância.&#8221;</span> (idem)</p>
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		<title>Sobre as advertências [ 2.5.11 ]</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 15:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Calvino dedica o capítulo 5 de seu segundo livro às objeções à sua doutrina da liberdade humana. Nessa seção ele trata das advertências que o Senhor nos dá, alertando para as consequências judiciais de nossos pecados &#8211; catástrofes, maldições, inimigos, entre outros. Para os detratores do reformador, se o homem não possui o livre-arbítrio, essas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/ShGk0Ru15uI/AAAAAAAAHkc/HaLnKrb2o_8/s1600-h/BeFunk2y.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 247px; height: 350px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/ShGk0Ru15uI/AAAAAAAAHkc/HaLnKrb2o_8/s400/BeFunk2y.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337228251430774498" border="0" /></a>Calvino dedica o capítulo 5 de seu segundo livro às objeções à sua doutrina da liberdade humana. Nessa seção ele trata das advertências que o Senhor nos dá, alertando para as consequências judiciais de nossos pecados &#8211; catástrofes, maldições, inimigos, entre outros. Para os detratores do reformador, se o homem não possui o livre-arbítrio, essas censuras tornam-se inúteis e vazias. Novamente, trata-se de um erro básico, pois a doutrina de Calvino não ensina a nulidade da vontade humana, mas a sua escravidão.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Respondam, portanto, se porventura podem negar que a causa de sua obstinação é por ser sua vontade depravada. Se acham a fonte do mal dentro de si próprios, por que se extenuam à busca de</span> <span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">causas estranhas, para que a si não pareçam ser eles mesmos os autores da própria ruína?&#8221; </span>(2.5.11, p.94)</p>
<p>Assim, da mesma maneira que as promessas levam ímpios e justos à clamar pela graça de Deus, essas reprimendas também têm esse papel. Tratam-se de avisos do Senhor para que não cometamos o mal, ou sofreremos as consequências disso. Diante da tentação, o pecado pode ser evitado caso essas ameaças nos venham à memória.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Se persistirem obstinadamente nos desregramentos, que aprendam nas calamidades a acusar e detestar antes sua própria depravação, em vez de acusar a Deus de injusta crueldade; se não se despojaram da aptidão para aprender, tomados de tédio dos pecados, de cujo merecimento se vêem miseráveis e perdidos, retornem ao caminho e, em séria confissão, reconheçam que o Senhor, ao reprovar, desperta a lembrança.&#8221;</span> (idem)</p>
<p>Calvino nos lembra, como duas passagens que a disposição para obedecer a Deus vem do próprio Deus. Por isso, não devemos pensar que o Senhor nos deixa sozinhos, tentando escapar do destino dos ímpios. Pelo contrário, sua mão nos guia para longe de sua própria ira.</p>
<p><span style="font-style: italic;"><span style="color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Diz o Profeta: Inclinei meu coração a observar teus preceitos [Sl 119.112]; na verdade porque havia se devotado a Deus, de bom grado e de jovial disposição de espírito; contudo não se gaba de ser o autor dessa disposição, a qual, no mesmo Salmo, confessa ser dádiva de Deus [Sl 119.33-40].&#8221;</span> </span>(2.5.11, p.95)</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;[Sobre Fl 2.12,13] Por certo que lhes assinala participação ativa, para que não se refestelem no torpor da carne; por outro lado, preceituando-lhes medo e solicitude, abate-os de tal modo que se lembrem ser obra própria de Deus o mesmo que lhes é ordenado fazer. Com o que exprime claramente que, visto que a capacidade lhes é suprida do céu, agem os fiéis, por assim dizer, passivamente, para que de modo algum reivindiquem algo para si.&#8221;</span> (idem)</p>
<p>Que Deus nos abençoe e nos ajude a guardar essa doutrina tão grandiosa. Que não nos esqueçamos de reconhecer nossa pequenez diante do Salvador.</p>
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		<title>Terceira objeção pelagiana [ 2.5.3 ]</title>
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		<pubDate>Sat, 09 May 2009 05:07:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A próxima objeção à doutrina de Calvino diz respeito à diferenciação entre bons e maus. Isto é, se não podemos escolher entre bem e mal, então deveriam ser todos justos ou todos injustos. Mais ainda, se não há a possibilidade de escolha, como tantos se desviam da fé?
Ora, a resposta do reformador é simples e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SgURTfz0ZyI/AAAAAAAAHe8/L5WqnBWlOvo/s1600-h/foto.php.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 270px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/SgURTfz0ZyI/AAAAAAAAHe8/L5WqnBWlOvo/s400/foto.php.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333688360344250146" border="0" /></a>A próxima objeção à doutrina de Calvino diz respeito à diferenciação entre bons e maus. Isto é, se não podemos escolher entre bem e mal, então deveriam ser todos justos ou todos injustos. Mais ainda, se não há a possibilidade de escolha, como tantos se desviam da fé?</p>
<p>Ora, a resposta do reformador é simples e rápida &#8211; é a eleição de Deus que determina se aparentes fiéis persistirão ou não. Da mesma maneira, é a graça do Senhor que retira alguns da miséria do pecado e outros não.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Todos laboremos em igual enfermidade, só recobram saúde aqueles a quem aprouve ao Senhor aplicar a mão curadora. Os outros, a quem, em seu justo juízo, pretere, definham em sua podridão até de todo consumir-se. Nem é de outra parte que uns perseveram até o fim, outros tombam, apenas iniciada a corrida.&#8221; </span>(2.5.3, p.86)</p>
<p>Assim, mesmo a perseverança dos santos é fruto do poder divino, e não algo em que colaboramos com o Senhor, recebendo algum mérito. A razão pela qual alguns cristãos nominais desviam-se da fé é que a mão de Deus não os presenteou com a capacitação para vencerem.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Com efeito, também a própria perseverança é dom de Deus, dom que não prodigaliza a todos indiscriminadamente; ao contrário, confere a quem bem lhe parece. Se se procura a causa da diferença, por que uns perseveram constantes, outros por instabilidade desfalecem, não nos é mostrada nenhuma outra causa senão que àqueles, firmados por seu poder, o Senhor os sustenta para que não pereçam; a estes não lhes ministra o mesmo poder, para que sejam exemplos de inconstância.&#8221; </span>(idem)</p>
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		<title>Graça sempre operante [ 2.3.11-12 ]</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 15:36:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma dos sintomas de não se creditar à graça de Deus toda boa vontade humana é a idéia de que ela continua subjugada aos desejos e aos méritos do homem. Isto é, após o homem ter feito bom uso da primeira graça, ele recebe como recompensa novas dádivas. Novamente a idéia semipelagiana de graça operante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/Sf6B5BV8mYI/AAAAAAAAHb4/xrFWFNjb4B8/s1600-h/janvier10.gif"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/Sf6B5BV8mYI/AAAAAAAAHb4/xrFWFNjb4B8/s400/janvier10.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331841825466259842" border="0" /></a>Uma dos sintomas de não se creditar à graça de Deus toda boa vontade humana é a idéia de que ela continua subjugada aos desejos e aos méritos do homem. Isto é, após o homem ter feito bom uso da primeira graça, ele recebe como recompensa novas dádivas. Novamente a idéia semipelagiana de graça operante e cooperante entra no debate.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Contudo, aqui se erra de duas maneiras, a saber: além de ensinarem que nossa gratidão é para com a primeira graça, e seu legítimo uso é remunerado por dons subseqüentes, ainda acrescentam que a graça já não opera em nós sozinha, ao contrário, ela é apenas cooperante.&#8221;</span>(2.3.11, p.71)</p>
<p>Isso não quer dizer que Calvino negue doutrinas bíblicas, e em particular, palavras de Jesus a respeito de seus servos. É evidente que a Bíblia fala que os servos que são sábios no uso de seus dons receberão graça sobre graça. Isso está fora de questão. O debate aqui diz respeito à de onde vem a sabedoria desses servos.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Quanto melhor uso fizerem das graças precedentes, de tanto maiores bênçãos haverão de ser</span> <span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">aumentadas a seguir. Todavia, afirmo que esse uso também procede do Senhor, e que esta recompensa provém de sua graciosa benevolência, e que usam perversamente, não menos que desgraçadamente, essa desgastada distinção de graça operante e graça cooperante. É verdade que Agostinho fez uso desta distinção, contudo atenuando-a com uma cômoda definição: Deus executa, cooperando, o que começa, operando; e é a mesma graça, porém muda o nome, conforme o diferente modo do efeito&#8221; </span>(2.3.11, p.72)</p>
<p>Assim, para Calvino, existe uma distinção entre a graça trabalhando sozinha e a graça cooperando com nossa vontade. O que o diferencia dos outros teólogos é que mesmo essa vontade que está cooperando com a graça é fruto da obra do Espírito Santo em nós. Nossa vida com Deus é baseada no que ele chama de multiplicidade da graça. E isto concorda com as palavras de Paulo em 1Co 15.10: <span style="font-style: italic;">&#8220;Trabalhei mais do que todos estes, não eu, mas a graça de Deus comigo&#8221;</span>. O reformador entende esse texto da seguinte maneira:</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Ora, o Apóstolo não está escrevendo que a graça do Senhor havia operado com ele de modo a fazer dele co-participante do labor, senão que, antes, transfere todo o louvor da ação somente à graça, mediante esta correção: &#8216;todavia não eu&#8217;, diz ele, &#8216;mas a graça de Deus que estava presente comigo&#8217;.&#8221; </span>(2.3.12, p.73)</p>
<p>Assim, Calvino nos ensina a reconhecer mesmo nossos atos bons como frutos da ação poderosa de Deus sobre nossa vida, e não como um apoio para a graça divina. Ele nos chama a, como Bernardo, dizer:</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(0, 51, 51);">&#8220;Ó Deus, atrai-me como por força, para fazer o que eu quero; arrasta-me, que sou moroso,</span> <span style="font-style: italic; color: rgb(51, 102, 102);"><span style="color: rgb(0, 51, 51);">para que me faças correr.&#8221;</span> </span>(Sermões sobre Cântico dos Cânticos, XXI; idem)</p>
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