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	<title>João Calvino &#187; sofrimento</title>
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		<title>Nossa esperança [ 2.10.17-19 ]</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 02:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A lição que podemos tirar dessas últimas seções é não confiarmos nos bens terrenos, nem esperar que eles nos dêem satisfação. Em certo momento Deus reunirá de maneira gloriosa céus e terra, restaurando a harmonia do universo. E ali estarão também os cristãos, recebendo bênçãos muito maiores que temos na era presente.
&#8220;Onde estará esta beleza [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/Sp3n_7ZPXxI/AAAAAAAAIKw/dJPEVhCxp8g/s1600-h/calvin.gif"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 134px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/Sp3n_7ZPXxI/AAAAAAAAIKw/dJPEVhCxp8g/s200/calvin.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376708615611571986" border="0" /></a>A lição que podemos tirar dessas últimas seções é não confiarmos nos bens terrenos, nem esperar que eles nos dêem satisfação. Em certo momento Deus reunirá de maneira gloriosa céus e terra, restaurando a harmonia do universo. E ali estarão também os cristãos, recebendo bênçãos muito maiores que temos na era presente.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Onde estará esta beleza e graça dos fiéis, senão quando a face deste mundo tiver sido mudada pela manifestação do reino de Deus? Quando os olhos convergirem para essa eternidade, desprezada a momentânea agrura das calamidades presentes, confiantemente irrompam nestas palavras: &#8216;Não permitirás jamais que pereça o justo, mas os ímpios tu os precipitarás no poço da perdição&#8217; [Sl 55.22, 23].&#8221;</span> (2.10.17, p. 200)</p>
<p>Não devemos desfalecer se temos essa esperança, muito menos invejar o ímpio. O sofrimento do crente nesta vida é muito pequeno se comparado à alegria que ele terá no futuro. Devemos orar pelos ímpios para que eles percebam que o &#8220;caminho largo&#8221; propõe uma alegria falsa e efêmera. Tenhamos como exemplo os santos do Antigo Testamento.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Visto que contemplavam o céu, sabiam que os santos são atormentados pelo Senhor &#8216;com a cruz&#8217; por apenas um momento; que as misericórdias com que são cumulados são perpétuas. Por outro lado, anteviam a ruína, ruína eterna e que jamais haverá de findar-se, dos ímpios, os quais, como em um sonho, haveriam de ser felizes só por um dia.&#8221;</span> (2.10.18, p.201)</p>
<p>Calvino, por fim, comenta alguns textos bíblicos que tratam da vida futura, começando por Jó 19.25-27, onde o protagonista desse livro fala de uma ressurreição porvir. Para o reformador, não há qualquer motivo para não crermos que o texto não ensina a mesma verdade que os cristãos devem crer.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Jó não teria chegado a esta amplitude de esperança, se em pensamento tivesse se deixado ficar na terra. Portanto, há que convir em que ele fixou seus olhos na imortalidade futura, pois compreendeu que, inclusive na sepultura, seu Redentor se preocupara com ele; já que a morte é o supremo desespero para os que têm seus pensamentos exclusivamente neste mundo, este não podia tirar-lhe a esperança.&#8221;</span> (2.10.19, p.202)</p>
<p>Que também guardemos essa esperança em nossos corações.</p>
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		<title>A esperança dos fiéis [ 2.10.13-16 ]</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 01:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O reformador prossegue em sua análise da esperança dos justos do Antigo Testamento. Estariam eles esperando algo além de bênçãos materiais? A resposta de Calvino, analisando agora as vidas de Jacó, Balaão e Davi, é: sim. O mesmo vale para o povo de Israel, que eram peregrinos mesmo chegando à Canaã.
&#8220;Pois, se são peregrinos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/Sp3OsUkJtoI/AAAAAAAAIKo/CE_huDK5khY/s1600-h/calvinhocel.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 160px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/Sp3OsUkJtoI/AAAAAAAAIKo/CE_huDK5khY/s200/calvinhocel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376680790980146818" border="0" /></a>O reformador prossegue em sua análise da esperança dos justos do Antigo Testamento. Estariam eles esperando algo além de bênçãos materiais? A resposta de Calvino, analisando agora as vidas de Jacó, Balaão e Davi, é: sim. O mesmo vale para o povo de Israel, que eram peregrinos mesmo chegando à Canaã.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Pois, se são peregrinos e forasteiros na terra de Canaã, onde está a promessa do Senhor pela qual lhe foram constituídos herdeiros? Portanto, está ele obviamente a indicar que olha mais longe, a saber, para a posse que o Senhor lhes havia prometido. Pelo que, &#8216;não adquiriram sequer o espaço de um pé&#8217; [At 7.5] na terra de Canaã, a não ser para sepultura, através do quê atestavam esperar receber o fruto da promessa somente após a morte.&#8221;</span> (2.10.13, p.197)</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Davi mais tarde proclamou: &#8216;Preciosa é a morte dos santos à vista do Senhor [Sl 116.15]; péssima, porém, é a morte dos ímpios&#8217; [Sl 34.21]? Se o termo definitivo dos homens fosse a morte, certamente não haveria lugar para indicar diferença alguma entre a do justo e a do ímpio.&#8221;</span> (2.10.14, p.197s)</p>
<p>Os profetas fazem coro a Davi, citando em diversas ocasiões a idéia de uma vida futura eterna. Para Calvino, não é possível que se pense que temos já a herança conquistada por Cristo aqui na terra, uma vez que várias vezes os santos vivem em situações de sofrimento.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;A verdade é que o Senhor às vezes deixa seus servos ao bel-prazer dos ímpios, não só para que sejam por eles oprimidos, mas até estraçalhados e destruídos, permite que os bons definhem em trevas e em imundície, enquanto que os ímpios quase refulgem em meio às estrelas. Não os alegra a tal ponto com a serenidade de seu semblante que desfrutem diariamente de deleite.&#8221; </span>(2.10.16, p.199)</p>
<p>Assim, não devemos esperar uma vida de prosperidade aqui nesta vida, ainda que Deus nos proporcione muitas bênçãos. Precisamos, pelo contrário, ter a certeza de que o Senhor nos dará a vida eterna, reservada para o fim dos tempos.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Contudo, esta esperança não pode, de modo algum, subsistir, a menos que descanse na promessa que lemos em Isaías [51.6]: &#8216;Os céus, diz o Senhor, dissipar-se-ão como fumaça, a terra gastar-se-á como uma vestimenta, e seus habitantes se desvanecerão como estas mesmas coisas; minha salvação, porém, será para sempre, e minha justiça não desvanecerá&#8217; – passagem na qual a perpetuidade da justiça e da salvação é atribuída não até onde residem em Deus, mas até onde são experimentadas pelos homens.&#8221; </span>(2.10.15, p.198s)</p>
<p><span style="font-weight: bold;">[ Blog retornando às atividades esse mês. comente! ]</span></p>
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		<title>A dura vida dos fiéis [ 2.10.10-12 ]</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 20:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A análise de Calvino das vidas dos personagems do Antigo Testamento mereceria um post para cada um deles. Como, porém, temos as próprias Institutas, seria mais proveitoso cada irmão ler esses trechos que eu apenas reproduzir aqui. O reformador faz esse resumo das vidas de Adão, Noé, Abraão, Isaque e Jacó, e outros, para demonstrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/Sl-Q4O92C3I/AAAAAAAAH8M/6EI80oDtYZM/s1600-h/mpc_large.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 132px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4_coTlvzgBI/Sl-Q4O92C3I/AAAAAAAAH8M/6EI80oDtYZM/s200/mpc_large.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359161377358744434" border="0" /></a>A análise de Calvino das vidas dos personagems do Antigo Testamento mereceria um <span style="font-style: italic;">post</span> para cada um deles. Como, porém, temos as próprias Institutas, seria mais proveitoso cada irmão ler esses trechos que eu apenas reproduzir aqui. O reformador faz esse resumo das vidas de Adão, Noé, Abraão, Isaque e Jacó, e outros, para demonstrar que dificilmente podemos considerar as bênçãos que receberam nessa vida como a bem-aventurança prometida por Deus.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Se porventura os próprios fiéis também foram ou não assim instruídos pelo Senhor para que sentissem haver para eles, em outra parte, uma vida melhor, e, relegada a um plano inferior a existência terrena, tivessem em consideração essa outra. Em primeiro lugar, a condição do viver que lhes fora divinamente imposta era um exercício contínuo em virtude do qual fossem lembrados de que eram de todos os mais miseráveis, caso fossem felizes apenas nesta vida.&#8221; </span>(2.10.10, p.193)</p>
<p>Essas seções são um remédio para irmãos impressionados com a teologia da prosperidade, uma vez que geralmente personagens como Noé e Jacó são usados como exemplo de vidas cheias de riqueza. É evidente que eles receberam inúmeras bênçãos, mas também passaram por grandes provações, demonstrando que só têm verdadeira herança nos céus.</p>
<p>Num belíssimo capítulo, Calvino mostra como a vida de Abraão trouxe diversas dores: vagar por terra estranha; prostituir a esposa, algo <span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;mais amargo que muitas mortes&#8221; </span>(2.10.11, p.194); separar-se de Ló, dor <span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;como se lhe amputasse um de seus próprios membros&#8221;</span> (idem) e outras provações, como a ordem de sacrificar o próprio filho.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Abraão foi a tal ponto acossado e atribulado em todo o decurso da vida, que, se alguém porventura queira pintar numa tela o exemplo de uma vida calamitosa, certamente não achará nada mais apropriado. Nem objete alguém que ele não foi totalmente desafortunado, uma vez que, afinal, emergira venturosamente de tantas e tão grandes tempestades. Pois não diremos que leva uma vida ditosa aquele que moureje laboriosamente por infinitas dificuldades ao longo do tempo, mas aquele que desfrute tranqüilamente dos bens presentes, sem a sensação dos males.&#8221; </span>(2.10.11, p.195)</p>
<p>Da mesma maneira que Abraão, Calvino mostra as dificuldades de Adão pós-Queda, de Noé vivendo <span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;quase atolado nos estrumes de animais&#8221;</span> (2.10.10. p.193), Isaque e Jacó. O reformador lembra que o próprio neto de Abraão chama seus dias de maus e breves (Gn 47.9), demonstrando que a esperança dele estava na vida eterna.</p>
<p><span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);">&#8220;Quem declara haver atravessado a vida por entre contínuas adversidades, nega, evidentemente, haver usufruído essa prosperidade que lhe havia sido prometida pelo Senhor. Logo, ou Jacó era um mau e ingrato apreciador do favor de Deus, ou, com verdade, confessava publicamente haver sido desventurado sobre a terra. Se esta afirmação foi verdadeira, segue-se que ele não teve sua esperança fixa nas coisas terrenas.&#8221;</span> (2.10.12, p.196)</p>
<p>Que esse estudo nos ajude a ter uma mentalidade semelhante, retirando nossa esperança final das coisas terrenas e colocando-a no Senhor.</p>
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